Armas estavam numa casa no Méier, na zona norte do Rio. Elas
estavam sem o cano e foram encontradas em busca e apreensão nesta manhã de
terça-feira.
G1 - A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio de
Janeiro encontrou 117 fuzis incompletos, do tipo M-16, na casa de um amigo do
policial militar Ronnie Lessa no Méier, na Zona Norte do Rio.
De acordo com investigações da DH e Ministério Público,
Lessa foi responsável por atirar na vereadora Marielle Franco e no motorista
Anderson Gomes no dia 14 de março de 2018.
As armas, todas novas, estavam desmontadas em caixas em um
guarda-roupas - só faltavam os canos. Assista o vídeo das M16 no G1
O dono da casa, Alexandre Mota de Souza, afirmou para os
policiais que Ronne, seu amigo de infância, entregou as caixas, e pediu para
guardá-las e não abrí-las.
"Alexandre é amigo do Lessa há anos e ele fez apenas um
favor em colocar essas encomendas, porque ele não sabia do que se tratava, no
seu apartamento. Ele ficou surpreso ao saber do conteúdo, mas ele não tem nada
a ver com esse episódio lamentável da vereadora", disse seu advogado.
No Méier, os policiais encontraram grande quantidade de
armas - incluindo fuzis - e munição em um endereço, segundo a polícia, ligado
ao ex-policial Ronnie Lessa.
Os agentes também acharam R$ 112 mil na operação, sendo R$
50 mil na casa dos pais de Ronnie e R$ 60 mil em seu carro.
"Dá para fazer muito fuzil", diz um dos agentes
que participam da ação. A Divisão de Homicídios da Polícia Civil encontrou o
arsenal em caixas, espalhadas em armários e em cômodos de uma casa no Méier, na
Zona Norte do Rio. A polícia investiga se Lessa trafica armas e escondia lá o
material.
Quem mandou matar Marielle e Anderson? É preciso q a Câmara instale CPI das Milícias p/ apurar envolvimento de atores políticos no crime. Que o Senado abra investigação sobre Sen. Flávio Bolsonaro. Peço q @ONUBrasil, @anistiabrasil e a OEA acompanhem.#QuemMandouMatarMariellepic.twitter.com/yM95uuXmQ1
O momento em que o delegado responsável pelo caso do assassinato de Marielle Franco confirma que a filha do suspeito de ser o autor dos disparos namorou um dos filhos de @jairbolsonaro
247 - O policial que escoltou Lula na ida e na volta do
cemitério com uma metralhadora neste sábado 2, quando o ex-presidente se
despediu do neto Arthur, que morreu vítima de meningite, usava o símbolo da
polícia dos Estados Unidos em seu uniforme. "Miami Police -
S.W.A.T.", diz o escudo em seu peito, conforme mostram as imagens captadas
pelo fotógrafo Ricardo Stuckert.
O brasão pode significar que o policial fora treinado ou
tenha feito algum curso nos Estados Unidos. São em casos como esses que o
agente ganha o símbolo para inserir em seu uniforme.
A foto que mostra Lula, preso sem provas e com o sofrimento
no olhar após se despedir do neto, escoltado por homens fortemente armados, já revelou o Brasil que hoje envergonha a civilização. O deputado federal Rogério
Correia (PT-MG) também comentou o fato nas redes sociais:
O drama do presidente mais popular do país com a perda do neto. Preso sem provas, ele é escoltado por policiais armados. No que deveria ser o uniforme, um dos policiais ostenta distintivo com a inscrição “Miami Police - Swat”.#ForçaLula#LulaLivrepic.twitter.com/H5jyNu3uOD
As Forças Armadas brasileiras vão indicar até o fim deste
ano um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) das Forças
Armadas norte-americanas, informou o almirante Craig Faller, que comanda
divisão voltada à segurança americana na América Central, Caribe e a América do
Sul.
A informação foi prestada pelo militar estadunidense no
último dia 7 de fevereiro, em uma audiência na Comissão de Forças Armadas do
Senado dos Estados Unidos. Se confirmada, será a primeira vez que o
representante militar do Brasil ocupará o posto, integrado ao Exército daquele
país.
"Até o fim do ano o Brasil enviará um general para
servir como vice-comandante de interoperabilidade do Comando Sul",
declarou Faller durante a audiência, mencionando ainda que o Brasil foi o primeiro signatário da
América Latina do acordo para uso pacífico do espaço ("Space Situational
Awareness Agreement").
A audiência gerou um documento de 20 páginas, nas quais
Faller relata o incremento das parcerias no Cone Sul com a Colômbia (primeiro
país latino-americano na OTAN) e com o Chile (do maior exército de guerra
marítima do mundo – "Rim of the Pacific"). A meta é incrementar a
segurança dos EUA.
"Queremos inimigos que nos temam e amigos que façam
parceria conosco", declarou o almirante aos senadores norte-americanos. No
total, Faller listou seis países como ameaças aos interesses dos EUA: Rússia,
China, Irã e os seus "aliados autoritários" Cuba, Nicarágua e
Venezuela.
Segundo o almirante, tanto Rússia quanto a China "estão
expandindo sua influência no Hemisfério Ocidental, muitas vezes à custa dos
interesses dos EUA".
"[A] Rússia continua a usar a América Latina e o Caribe
para espalhar desinformação, coletar informações sobre os Estados Unidos e
projetar poder", declarou, acrescentando que o envio de bombardeiros à Venezuela
"foi planejado como uma demonstração de apoio ao regime de [Nicolás]
Maduro e como uma demonstração de força aos Estados Unidos".
Já a China é acusada de realizar empréstimos da ordem de R$
150 bilhões "predatórios e não transparentes", o que o almirante
entende que muitos países já perceberam como uma "ameaça que é hipotecar o
seu futuro" para Pequim. Faller disse temer pela expansão do uso de
tecnologia chinesa na região.
"Se governos da América Latina e do Caribe continuarem
a usar sistemas chineses de informação, nossa habilidade e capacidade de
compartilhar informações em rede será afetada", complementou.
Sobre o Irã, o militar dos EUA mencionou uma ação recente na
qual autoridades brasileiras teriam prendido um membro do grupo xiita libanês
Hezbollah no país. Ainda sobre o Brasil, Faller adiantou que militares
brasileiros participarão de exercícios conjuntos com forças dos EUA.
"O Brasil se unirá ao SPMAGTF (Grupo de Trabalho
Ar-Terra para Fins Especiais da Marinha) este ano, além de liderar nosso
exercício naval multinacional UNITAS AMPHIB", revelou.
"Com base nessa iniciativa, estamos trabalhando com
aliados e parceiros para desenvolver um conceito para uma força-tarefa
multinacional capaz de agir em diferentes escalas e que trabalha dentro das
estruturas de cooperação de segurança existentes para melhorar nossa capacidade
coletiva de responder rapidamente às crises", completou Faller.
A audiência do militar dos EUA no Senado, porém, gerou
reações em Brasília. Ao jornal Valor Econômico, o Ministério da Defesa
confirmou o ineditismo da indicação de um general brasileiro para o Comando Sul
das Forças armadas norte-americanas. Contudo, a pasta reforçou que isso não
significa que o Brasil se engajaria em uma intervenção militar na Venezuela,
cogitada pelo presidente estadunidense Donald Trump.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou oficialmente neste domingo a realização dos exercícios militares de maior escala do país, de acordo com uma transmissão ao vivo do evento.
Antes do início dos exercícios, o presidente chegou ao estado de Miranda, no norte do país, para averiguar equipamentos militares, incluindo lançadores de foguetes fabricados na Rússia, usados pelas Forças Armadas da Venezuela.
Os exercícios militares durarão até o dia 15 de fevereiro e
serão os maiores e mais importantes
exercícios já realizados por Caracas em 200
anos de história, segundo Maduro.
A situação política na Venezuela se agravou após 23 de
janeiro, quando Guaidó se declarou presidente interino do país e foi
imediatamente reconhecido pelos Estados Unidos, Canadá e outros aliados dos
EUA, dentre eles Brasil.
Rússia, México, China, Turquia, Uruguai e vários outros
países se manifestaram reafirmando apoio a Maduro como o único legítimo chefe
de Estado democraticamente eleito do país.
Mais uma testemunha esclarece a Sérgio Moro que nada ocorreu
de anormal na reforma feita na cobertura do Guarujá, que nunca foi da família
Lula da Silva
Prestou depoimento nesta segunda-feira, em Curitiba, o
engenheiro civil Genésio da Silva Paraíso, como testemunha no processo em que
procuradores da Lava Jato acusam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
juntamente com dona Maria Letícia, de ser "proprietário oculto" de um
apartamento triplex no Guarujá.
Genésio da Silva Paraíso
acompanhou, pela OAS Empreendimentos, as reformas feitas pela empresa
Talento no tríplex. Ele foi mais uma testemunha que explicou ao juiz de
primeira instância Sérgio Moro e aos procuradores do Ministério Público Federal
no Paraná que a reforma teria sido feita pela construtora porque Lula e Dona
Marisa seriam potenciais clientes para uma eventual compra do tríplex, e que o
que lhe foi solicitado foi a reforma para tornar o imóvel mais atrativo para
uma possível compra da família do ex-presidente. Os pagamentos para a Talento
pela reforma foram feitos pela OAS através de transferência bancária, dentro do
procedimento padrão, sem nenhuma tipo de ocultação.
E que os recursos para a reforma saíram do caixa normal da
OAS Empreendimentos, não da OAS Construtora, empresas diferentes, com caixas
diferentes, mesmo sendo do mesmo grupo. A OAS Construtora é a empresa que tem
contratos com a Petrobrás, e que nunca ouviu falar de um
"caixa-geral" de propina na OAS, como afirma na acusação o Ministério
Público, afirmação que está na denúncia mas que não foi confirmada por nenhuma
testemunha do processo, sequer as testemunhas de acusação.
Genésio afirmou ainda que, embora OAS Empreendimentos não
tenha feito esse tipo de obras antes, elas são algo normal no mercado de São
Paulo, onde já tinha visto reformas desse tipo sendo feitas por construtoras.
Por fim, esclareceu que a cobertura estava no estoque para venda da
construtora, e que foi retirado da prateleira quando a família do ex-presidente
tornou-se um potencial comprador, já que havia interesse até de marketing para
a OAS que Luiz Inácio Lula da Silva, que deixou a presidência da República com
uma aprovação recorde, viesse a ser proprietário de uma unidade de um de seus
empreendimentos.
Lula é vitima de "Lawfare"
A palavra "lawfare" é uma combinação (portmanteau)
das palavras "law" (lei) e "warfare" (guerra). Uma tradução
literal aproximada para "lawfare" seria "guerra jurídica".
Trata-se do uso da lei (law) como instrumento de guerra e destruição do outro
(warfare), onde não se respeita os procedimentos legais e os direitos do
indivíduo que se pretende eliminar. Tal prática é planejada de forma a ter toda
uma aparência de legalidade, com a ajuda da mídia, além dos agentes
perpetradores.
RESULTADO DA SAFADEZA:
SERGIO MORO VAIADO NA COLUMBIA UNIVERSITY EM NOVA YORK
Como era de se esperar, dentro da tradição democrática e
de respeito aos ritos da justiça professados nas universidades americanas, ao
menos as dignas desse nome, Sérgio Moro foi recebido com o repúdio expresso em
alto e bom som pelos estudantes da Columbia University. A mesma coisa, podemos
estar certo, aconteceria se Moro fosse a uma universidade na Inglaterra, na
França ou na Alemanha. Seu nome, cada vez mais, se associa ao estado de
exceção, ao direito medieval e ao golpe político orquestrado pela mídia.
Um grupo de 12 deputados do Partido Democrata dos Estados Unidos assinou uma carta pública em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, o texto acusa o juiz Sergio Moro de perseguir o petista por meio de decisões "arbitrárias". De acordo com a Folha de S. Paulo, que teve acesso ao documento, a carta é endereçada ao embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral. "Estamos especialmente preocupados com a perseguição do ex-presidente Lula da Silva, que viola as normas de tratados internacionais que garantem o direito da defesa para todos os indivíduos", diz o texto. O texto acusa o governo de Michel Temer de agir "para proteger figuras políticas corruptas, para impor uma série de políticas que nunca seriam apoiadas em uma eleição nacional e pressionar adversários nos movimentos sociais e nos partidos de oposição". "Exortamos as autoridades federais do Brasil a fazer todo o possível para proteger os direitos dos manifestantes, líderes de movimentos sociais e líderes da oposição, como o ex-presidente Lula", diz outro trecho do grupo liderado por John Conyers. Os democratas acusam "grandes veículos privados" de disseminar calúnias e acusações contra Lula. "Lula tem sido alvo de um juiz, Sergio Moro, cujas ações parciais e arbitrárias têm ameaçado seu direito de defesa. Por exemplo, o juiz ordenou a prisão arbitrária do ex-presidente só para servir de intimação, embora não houvesse nenhuma indicação de que o ex-presidente não quisesse depor na Justiça". O texto, que conta ainda com a assinatura de sindicatos e think tanks americanos, critica também a PEC do teto de gastos e o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Jornal GGN - Ontem (14), a Petrobras comemorou a marca de 1
bilhão de barris de petróleo produzidos no pré-sal. A empresa ressalta ela e
seus parceiros atingiram esse total somente seis anos após a entrada do
primeiro sistema de produção, no campo de Lula, na Bacia de Santos, e dez anos
após a primeira descoberta em 2006.
A marca de 1 bilhão de barris “demonstra a capacidade
técnica e de realização da companhia”, disse a Petrobras, comparando o feito
com outras áreas de exploração de petróleo ao redor do mundo, como na parte
americana do Golfo do México. Lá, tal patamar foi atingido 14 anos após o
início da produção.
Em solenidade realizada no FPSO Cidade de Itaguaí,
localizado na Bacia de Santos, dirigentes da empresa como Pedro Parente
homenagearam os pioneiros da descoberta e do desenvolvimento do pré-sal.
“Não temos dúvida da nossa imensa capacidade de realização. Estou muito emocionado diante da grandeza do que está acontecendo aqui hoje”, afirmou Parente, presidente da companhia.
Ainda de acordo com a Petrobras, o pré-sal tem produtividade média acima da indústria mundial em campos offshore, atingido 25 mil barris por dia por poço em alguns casos.
A empresa também ressaltou a importância do pré-sal para sua recuperação econômica, afirmando que produz um petróleo de “ótima qualidade” e com custo de extração menor que US$ 8 por barril.
O pré-sal representa quase 50% da produção operada pela Petrobras e por cerca de 35% da produção própria da empresa. Outros 16 novos sistema de produção vão entrar em operação entre 2017 e 2021.
O ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, acusou o juiz
federal Sergio Moro, responsável pelos processos da operação “lava jato”, de
ser um criminoso. Em mensagem enviada ao professor alemão Markus Pohlmann, cuja
universidade (de Heidelberg) recebeu o juiz para uma palestra, Aragão afirma
que “Moro é um criminoso, também sob a perspectiva alemã. Ele se tornou punível
quando violou sigilo funcional, para não falar em prevaricação”.
Vazamento ilegal de grampos e impacto
político de decisões
estão entre acusações
feitas contra Sergio Moro em carta.
O e-mail do ex-ministro foi enviado junto com uma carta,
assinada por 28 professores de Direito, História e Ciência Política, que
questiona o fato de a Universidade de Heidelberg convidar Moro para falar sobre
combate à corrupção. O evento ocorreu na última sexta-feira (9/12), mas a carta
foi enviada no dia 6. O documento elenca acusações contra o juiz da 13ª Vara
Federal de Curitiba.
Além de citarem que Moro determinou a ilegal condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depor e vazou,
“criminosamente”, gravações de conversas entre Lula e a então presidente DilmaRousseff, os professores dizem que o juiz viola a Constituição, leis e a
soberania nacional, entregando informações à Justiça dos Estados Unidos, “com
quem dialoga frequentemente, sobre andamento de processos brasileiros,
permitindo que réus brasileiros firmem acordo de colaboração com a justiça dos
EUA, em detrimento do interesse das empresas nacionais brasileiras”.
O documento, no entanto, não fica só no campo do Direito,
atacando também o juiz pelo viés político de sua atuação: “Articulado com
poderosos barões da mídia brasileira, Sergio Moro, o Poder Judiciário e o
Ministério Público Federal conseguiram derrotar a democracia brasileira;
conseguiram instalar no Brasil o clima político de fascismo e intolerância
política”. Ainda segundo a carta, a condução da “lava jato” foi decisiva para a
queda da presidente Dilma, em um golpe iniciado em maio de 2016.
O professor Pohlmann respondeu, no dia 7 de dezembro,
agradecendo pelos comentários, mas afirmou que a conferência da qual Moro
participaria tinha o propósito científico de discutir a corrupção e o combate à
corrupção, sem quaisquer interesses políticos. “Embora saibamos que o lado
político do processo é altamente controverso, queremos ouvir sobre a luta
contra a corrupção no campo da economia”, afirmou o alemão.
Foi então que Aragão, em resposta, comparou Moro a um
gatuno. “Não consigo imaginar que o senhor convidasse como conferencista um
gatuno, para que expusesse a seu honrado público, friamente, sob a perspectiva
científica, seu procedimento de gatunagem.” E rogou que a Alemanha não
premiasse e honrasse um dos causadores do caos que abala o país, em vez de
repudiá-lo.
Leia a carta, traduzida:
Brasília, 6 de dezembro de 2016.
Sr. Prof. Dr. Markus Pohlmann
Instituto de Sociologia Max Weber
Universidade de Heidelberg,
permita-nos uma breve apresentação. Somos professores de
História, Ciência Política e Direito de distintas universidades brasileiras,
públicas e privadas, com atuação nas áreas de Teoria do Direito, Hermenêutica
Constitucional, Direito Constitucional, Direito Econômico, Direito Penal e
Processual Penal. Temos muitos anos de atividade científica e acompanhamos com
atenção os acontecimentos em nosso país, especialmente durante e depois do
golpe sofrido por nossa jovem democracia de abril a agosto de 2016. Com o mesmo
interesse científico, e como cidadãos que viveram ainda o final da ditadura
militar brasileira de 1964-85, seguimos de perto a assim chamada operação “lava
jato”, bem como o papel desempenhado pelo Poder Judiciário e Ministério Público
brasileiros. Desta maneira, seguimos com proximidade a atuação do juiz federal
Sergio Fernando Moro e dos membros do Ministério Público Federal que o
acompanha nos processos penais relativos à mencionada operação “lava jato”.
Surpreendeu-nos que o Sr. e sua prestigiada Universidade de
Heidelberg tenha convidado o juiz federal Sergio Fernando Moro, na condição de
“lutador contra a corrupção” para conferência no dia 9 de dezembro de 2016. O
juiz federal Sergio Moro incorreu em posturas as quais foram determinantes para
o clima político de derrubada de um governo legítimo, servindo, desta forma,
aos piores interesses antidemocráticos, a seguir enumerados:
- o juiz Sergio Moro ordenou a ilegal condução coercitiva do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em março de 2016;
- o juiz Sergio Moro criminosamente tornou pública escuta
telefônica da então presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, enviando gravações de
conversas para a Rede Globo de Televisão. A Rede Globo apoiou todos os
movimentos autoritários do Brasil, desde 1964;
- o juiz Sergio Moro fundamenta suas decisões de arbitrárias
prisões provisórias não na Constituição e nas leis do Estado Democrático de
Direito; porém na repercussão midiática de sua atuação, conforme as palavras do
próprio juiz em texto de sua autoria publicado em 2004, sobre a “Operação Mani
Pulite”, ocorrida na Itália nos anos 1990;
- o juiz Sergio Moro recebe prêmios e honrarias da Rede
Globo de Televisão, comunica-se por mensagens eletrônicas com jornalistas desta
televisão, em franca oposição aos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma
Rousseff;
- violando Constituição, leis e a soberania nacional, o juiz
Sergio Moro entrega informações à Justiça dos Estados Unidos da América, com
quem dialoga frequentemente, sobre andamento de processos brasileiros,
permitindo que réus brasileiros firmem acordo de colaboração com a justiça dos
Estados Unidos da América, em detrimento do interesse das empresas nacionais
brasileiras.
Há uma infinidade de abusos, ilegalidades e parcialidades em
favor da oposição reacionária no Brasil, e contra os governos populares dos
últimos 13 anos, praticadas pelo juiz Sergio Moro nos processos envolvidos no
âmbito da operação “lava jato”. Prezado Prof. Dr. Pohlmann, seriam muitas as
particularidades que não caberiam nesta carta, mas qualquer um de nós estaria
disposto a esclarecer-lhe, com documentos. O mais destacado no papel do juiz
Sergio Moro foi sua contribuição decisiva para o golpe que começou em maio, e
culminou em agosto de 2016 com a destituição da presidenta Dilma Rousseff.
Articulado com poderosos barões da mídia brasileira, Sergio Moro, o Poder
Judiciário e o Ministério Público Federal conseguiram derrotar a democracia
brasileira; conseguiram instalar no Brasil o clima político de fascismo e
intolerância política. O Sr., assim como todos nós que assinamos esta carta,
bem conhecemos como pode ser o Direito utilizado para aparência de legalidade e
para perseguição de adversários políticos.
Por tais razões, Prof. Dr. Markus Pohlmann, julgamos
conveniente adverti-lo de que seu convidado não representa a luta contra a
corrupção no Brasil, não representa o fortalecimento da democracia no Brasil.
Ao contrário: representa o retorno a tempos que julgávamos superados na
democracia constitucional e política de nosso país.
Lista elaborada pelo jornal britânico destaca as mulheres
mais marcantes de 2016.
O jornal britânico Financial Times divulgou uma lista com as
mulheres mais influentes do ano de 2016 e incluiu a ex-presidente brasileira
Dilma Rousseff, ao lado da primeira-ministra britânica, Theresa May, a ginasta
olímpica dos EUA, Simone Biles e a democrata Hillary Clinton, entre outras.
A lista das "Mulheres do Ano" foi divulgada junto
com entrevistas e perfis das mulheres mais marcantes do ano no mundo.
De acordo com o perfil que o jornal fez de Dilma Roussef, a
ex-presidente "foi a mulher que finalmente quebrou o teto de vidro na
política brasileira, que se colocou como campeã das minorias e dos pobres”.
Em
sua entrevista ao Financial Times, a ex-líder brasileira falou do processo que
levou ao impeachment e sobre o peso de ser a primeira mulher na presidência da
República.
“Quando você é uma mulher na autoridade, eles dizem que você é dura, seca e insensível, enquanto um homem na mesma posição é forte, firme e encantador”, afirmou Dilma Rousseff.
A petista reiterou que o processo que levou ao seu impedimentofoi um "golpe" que não teve como objetivo combater a corrupção no país. Dilma disse também que o governo atualmente é formado por "velhos brancos ricos ou, pelo menos, daqueles que querem ser ricos".
"O processo de corrupção é feito nas sombras, e os
corruptos fazem de tudo para que permaneça assim", disse ela.
A publicação britânica destacou que, apesar do processo de
impeachment, muitos políticos que são réus na Justiçacontinuam no governo.
A Revista Isto É homenageou os brasileiros do ano nesta noite. E o grande eleito foi o presidente-golpista Michel Temer, mas houve outros premiados em categorias. Entre eles, claro, Sérgio Moro. E haviam convidados como Aécio Neves, Geraldo Alckmin e outros tantos que estiveram na linha de frente do impeachment de Dilma.
Tudo seria lindo e maravilhoso se a foto que ilustra esta matéria não fosse tão límpida. Olhem-na com carinho, vejam a intimidade dos dois rapazotes e a cara de próxima vítima de Temer.
Aécio e Moro in love na foto do ano realizada na festa da
Isto É
Não, amigos, tudo que está acontecendo não é coincidência.
Agora, fique abaixo com os premiados e as justificativas da
revista. Não deixe de ler. Mas lembre-se o tempo todo, o texto não é meu. E eu
nunca chamaria isso de jornalismo.
MICHEL TEMER – Brasileiro do Ano
Presidente do Brasil
Em 2016, o presidente Michel Temer (PMDB) recebeu a missão de assumir o comando do País em um momento conturbado política e economicamente.
SÉRGIO MORO – Justiça
Juiz Federal
Atuando na 13ª Vara Federal em Curitiba (PR), o juiz Sérgio Moro, 44 anos, ganhou notoriedade no Brasil e no mundo ao comandar a Operação Lava Jato, a maior investigação da história sobre uma rede de corrupção no País e que levou à prisão, à investigação e ao julgamento de grandes empresários e políticos envolvidos no esquema dentro da Petrobras. Moro já deu sentenças condenando 93 corruptos a penas de quase mil anos de cadeia, tendo aberto até agora 37 ações penais que já tornaram réus 179 pessoas, incluindo o ex-presidente Lula.
Seu trabalho tem lhe rendido o título de ‘herói brasileiro’,
que ele rejeita, mas que beira à celebridade, sendo aplaudido aonde vai, seja
no mercado, no restaurante ou no cinema.
Apesar dos apelos da população, o juiz não pretende entrar
na carreira política, e, por enquanto, o foco está na Lava Jato, que, com quase
três anos, ainda deve se estender por um tempo, principalmente após a esperada
delação dos executivos da Odebrecht.
GRAZI MASSAFERA – Televisão
Atriz
Em 2016 Grazi se consolidou como um dos principais nomes da
TV brasileira ao interpretar uma modelo que acabou entrando no mundo das drogas
viciada em crack na novela Verdades Secretas. Por sua excepcional
interpretação, Grazi chegou a ser indicada ao Emmy como Melhor Atriz.
ISAQUIAS QUEIROZ – Esporte
Atleta/canoagem
O canoísta baiano de 22 anos se consagrou em 2016 como o
maior medalhista olímpico brasileiro ao conquistar três medalhes na Rio2016,
sendo duas de prata e uma de bronze, feito inédito não só para um brasileiro
como na história dos jogos olímpicos.
ANTONIO FAGUNDES – Teatro
Ator
Sucesso na telinha e no palco. Antônio Fagundes, 67 anos,
brilhou na TV em 2016 com o personagem Afrânio de Sá Ribeiro, o coronel Saruê,
na novela global “Velho Chico”. Além disso, inovou no teatro com a peça
‘Vermelho’, texto de John Logan sobre a vida do pintor norte-americano Mark
Rothko (1903-1970), em que, ao final, leiloava uma obra produzida ao longo do
espetáculo. A peça ainda ganhou fama ao não recorrer a patrocinadores ou leis
de incentivo à cultura, conseguindo atrair centenas de pessoas à plateia antes
mesmo de estrear, pois abriu ao público desde a primeira leitura do texto, ação
que, aliada ao leilão das obras, ajudou a subsidiar a montagem.
EDUARDO PAES – Gestão
Prefeito do Rio de Janeiro
Eleito prefeito da cidade do Rio de Janeiro em 2009 e
reeleito 2012 o peemedebista coroou suas gestões com o sucesso dos Jogos
Olímpicos, realizados no Rio de Janeiro este ano.
JOÃO DORIA – Revelação na Política
Prefeito eleito de São Paulo
Um paulistano que surpreendeu no cenário político nacional
ao ser eleito no primeiro turno das eleições municipais em outubro com 53% dos
votos válidos, ou mais de 3 milhões de votos. João Doria entra para o mundo
político após uma trajetória consolidada no meio empresarial.
LAÍS RIBEIRO – Moda
Modelo
A top piauiense de 25 anos é uma das angels da marca mais
famosa de lingerie, Victoria´s Secret, sendo a terceira brasileira a desfilar
para a grife.
Este ano, Laís abalou Paris dividindo a passarela com as
veteranas Alessandra Ambrosio, Adriana Lima e a diva pop Lady Gaga. Laís, que
tinha o sonho de ser enfermeira, hoje tem – e já teve – contratos milionários
com as principais grifes do mundo como Gucci, Dior, Dolce&Gabbana e Ralph
Lauren. Já foi declarada musa do estilista francês Jean Paul Gaultier.
A Brasileira do Ano na Moda, Laís também é embaixadora
mundial do Bottletop, projeto de engajamento social e sustentável para ajudar
na renda de mulheres artesãs do Brasil e da África, que produzem peças com
anéis de latinhas de alumínio.
RICARDO BOECHAT – Comunicação
Jornalista
Colunista de IstoÉ há 10 anos, âncora do telejornal da TV
Bandeirantes e da BandNews FM, Ricardo Boechat, 64 anos, se destacou como uma
das principais figuras da comunicação em um ano cheio para o jornalismo.
Sua relevância foi além das fronteiras nacionais. Foi o
único jornalista latino-americano a participar do terceiro e último debate
entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton e Donald
Trump.
No rádio, tem um dos programas de maior audiência do País.
Foi reconhecido pelos próprios colegas da imprensa como o melhor apresentador e
âncora de rádio ao ganhar o Prêmio Comunique-se.
Com estilo único de informar, Boechat ganhou espaço também
nas redes sociais. Em tempos de
polaridade, sua credibilidade fez de Boechat o único profissional de imprensa
seguido nas redes tanto por partidários de Dilma Rousseff como por aqueles a
favor do impeachment da presidente, segundo pesquisa do jornal El Pais.
LUDMILLA – Música
Cantora
Com apenas 21 anos, Ludmilla, que começou a carreira como MC
Beyoncè, faz uma média de 20 shows por
mês apresentando seu funk que a consagrou como uma das maiores vendedoras de
hits do país.
O sucesso se estende às redes sociais. Seu novo clipe, “A
Danada Sou Eu”, teve, teve 10 milhões de visualizações em apenas um mês. A
jovem também arrasou em sua participação na Cerimônia de Abertura dos Jogos
Olímpicos no Rio de janeiro.
BENEDITO RUY BARBOSA – Cultura
Autor de novelas
Responsável por clássicos da dramaturgia brasileira, como O
Rei do Gado, Benedito Rui Barbosa emplacou mais um sucesso na TV com a produção
“Velho Chico”, sucesso no horário nobre da Globo.
O Renan pode recorrer da decisão, mas isso na prática talvez
seja indiferente, porque, de qualquer maneira, o pleno do tribunal tem de
julgar o mérito da causa.
Assim, a defesa acabará por dar-se no julgamento do pleno.
Entretanto, o STF é autônomo para marcar o julgamento do
pleno.
Depende em teoria só da Carmen Lúcia. "Que tem a
sensibilidade política de um chimpanzé".
Ela pode marcar para esses dias. Ou não.
Ela é tucana, de Montes Claros, mas não há evidências de que
ela já tenha sido ‘testada” recebendo telefonemas de “certas pessoas”.
Não no STF.
De todo modo, para mim, o Renan vai perder de 9 X 1 ou 10 X
0 no pleno.
O que também não faria diferença enquanto cargo de
presidente da casa, porque o mandato dele termina daqui uns 15 dias, no fim do
ano.
Mas tem outro problema: faria diferença se o Temer renunciar até 30/12, porque aí o Senador Jorge Viana assumiria a Presidência da República
no dia seguinte, de modo automático. A vacância é imediata.
Tem gente que acha que existem “elementos suficientes” para
“derrubar” o Temer.
Além de quem acha que o impeachment foi golpe, tem muitos
que não acham pensando em chutar o Temer.
Por vários motivos.
Uns são econômicos.
Outros não…
_________
Exemplo: vendo a "merda onde se meteram", gente como Meireles
(Fazenda) é Goldfajn (BC) podem pedir o boné e irem embora antes que a à bomba
explora no colo deles…
_________
Bem…
Renunciar o Temer não vai — pelo menos agora — a não ser que
exista um novo “acordo” para o “golpe dentro do golpe” envolvendo a FIESP, os
tucanos e a TV Globo.
Isso porque, obviamente, os tucanos preferem que o Temer saia
após 01/01/2017, para ter a famosa “eleição indireta”
Para eleger FHC.
Que nem coxinhas estão querendo mais.
Sobre uns — sejam do “povo” ou da política acharem que
existem “elementos” suficientes para tentarem descartar o Temer.
Isso qualquer imbecil sabe que tem.
A Dilma foi retirada (o motivo “legal”, não o “verdadeiro”)
por muito menos que um “Geddel” ou um “Padilha” fazem.
Só que o afastamento do Temer, se a mesma Constituição valer
do mesmo jeito que valia em maio, tem de ser por julgamento de um pedido de
impeachment, que, como tristemente sabemos, tem prazos regimentais que duram pelo menos 130 dias.
E só pode começar na Câmara, não no Senado.
Não sei se a Janaina Paschoal toparia fazer outro pedido por
apenas $45 mil.
É provável que Hélio Bicudo se esconda em algum sítio em
Suzano ou equivalente para não ser chamado a assinar de novo.
Mas também podem pedir ao Diogo Mainardi, ao Lobão, etc... para assinarem.
Esses e mais dúzias assinaram para aparecer — não por
saberem ler uma peça jurídica, claro.
O Aécio sabe (embora pretenda ficar escondido no Leblon até
o Carnaval) que o mandato do Renan termina (em termos práticos) daqui uns 15
dias, no fim do ano legislativo.
(Em termos teóricos, o mandato vai até 31/01/2017. Mas
depois de 21/12, não tem mais sessões).
Assim, uma renúncia de Temer agora não agradaria a ele.
Como dito, se o Temer renunciar até 30/12, pela constituição (sempre ela…) o Viana assumiria a Presidência da República no dia 31/12, de
modo automático.
Assim, até depois da decisão da Copa do Brasil neste dia
07/12, qualquer emoção seria apenas o Jorge Viana retirar a PEC55 da pauta.
É duvidoso que ele queira arriscar a ter a FIESP e a Globo
atrás dele por isso.
Assim, na verdade, primeira (e até agora única) consequência
até dia 07/12, é que o Viana é o Presidente do Senado, e é o 1º na linha de
sucessão — apenas até 31/12, lembrando…
O STF, como sabemos, tem vários golpistas. Mas lembrem-se
que o fato de Renan ter sido afastado deve-se a uma ação impetrada pelo Rede.
Há várias semanas.
E isso não estava no script nem dos golpistas nem dos outros
que mandam no país agora – Globo e Fiesp, no caso.
O STF não podia nem pode negar a decretar o afastamento, desde
que ele fosse pedido, porque a decisão anterior que foi dada para afastar o
Cunha (depois do golpe) agora tem força de lei.
E o STF, embora lá vários queiram, agora é o único que não
poderia descumprir a lei que ele mesmo criou ao decidir o caso do Cunha — que
eles não queriam decidir antes do Cunha colocar o impeachment em pauta.
O Senado poderia descumprir, lógico.
Mas o STF não….
Portanto, o futuro após 07/12 é completamente imprevisível e
sombrio.
Como a tragédia se repete como farsa (Karl Marx), preciso
voltar no tempo, para ilustrar uma farsa atual. Recebi de um superintendente da
Polícia Federal a missão de investigar um servidor do extinto INPS (Instituto
Nacional de Previdência Social), que estaria furtando gasolina da instituição.
Esqueci a pessoa e segui o manual da PF: investigar fatos e, se verdadeiros,
buscar provas e autoria (se possível). Bem diferente do que fazem com Lula,
pois primeiro acusam, difamam, insuflam o ódio popular e depois saem correndo à
procura de pedalinhos, tríplex, pixulex, denorex, jontex, iodex...
Iniciei o trabalho solicitando planilhas com entrada e saída
de viaturas, volume de abastecimento, registros de hodômetros. Se a
quilometragem percorrida não fosse compatível com o consumo de gasolina,
certamente alguém dela se apropriara. Passo seguinte seria descobrir esse
alguém. Mas, logo de início vi que até a cúpula do INSS furtava gasolina.
Então, o superintendente da PF me chamou para conversar. Disse-me que não era “pra
fazer carnaval, pois era só pra dar um susto”. Criado o mal estar me colocaram
numa salinha com uma placa “Adido ao Gabinete” – local conhecido na PF como
corredor (na Polícia Civil chamam NASA)...
Não sei se avisaram o juiz Sérgio Moro que “era só pra dar
uma susto” ou melhor, se avisaram que a Farsa Jato seria apenas para ajudar no
golpe. O fato é que, sequer pode ser inocentado de não saber a consequência de
seus atos. Não falo dos atos legais, imparciais, deveres de oficio, mas sim das
divulgações seletivas, os casuísmos, do ativismo jurídico (por vezes mescla de
jurídicos/políticos). Os resultados falam por si - a com a Constituição Federal
rasgada, direitos fundamentais violados, quebra de empresas, desemprego,
insegurança jurídica, cizânia social, incentivo ao crime de ódio e o golpe.
Com susto, li que o tal magistrado está indo embora para os
Estados Unidos. Os holofotes começam a apagar sobre o pavão, cuja cauda de
plumagem tucana ao se abrir exibe cores da bandeira americana. Moro vai, se é que
vai, e o Brasil fica sem saber se é porque estaria impedido de prender tucanos
e ou por não conseguir encontrar ou inventar provas para prender o
ex-presidente Lula. Nem Lula nem Dilma estão em listas criminosas e, pelos
meios permitidos no direito, nada se provou contra os dois. A ONU e o Tribunal
Penal Internacional estão de olho em Moro, e a Farsa Jato, em que pese a
bandeira séria aparente, só realça a imagem do Brasil como uma republiqueta
sujeita a golpes.
No golpe atual, cogita-se que tucanos assumam o poder em
2017 e que vamos nos tornar americanos - quem tem menos votos governa.
Cogita-se que o Congresso Nacional (antes varonil por derrubar a Presidenta
Dilma, hoje canalha por querer transformar juízes em seres mortais,
responsáveis por seus atos) tem novidades.
Fora Temer! O pacote do golpe contemplaria prorrogação do mandato tucano
e as eleições presidenciais de 2018 ficariam um pouquinho mais para a frente,
até que a TV Globo/Veja/Folha/Estadão convençam a população de que o pato da
FIESP voa melhor do que o boi do Conde João Maurício de Nassau-Siegen. Aliás,
neste final de semana teve festa de pato na Av. Paulista.
Os militares criaram o AI 5 para ficarem acima da lei. Moro
quer ser o AI 5 e na sua cola o Ministério Público Federal. Os delegados da PF
estão contra, pois já apanham demais do “Parquet”. É, os golpistas já não estão
se entendendo muito bem. Nesse contexto, Moro, antes de partir, foi ao Senado
Federal, e Lindbergh lhe mostrou que lei não é chicote e pena não é vingança.
Um espetáculo tão dantesco que tive que concordar até com Renan Calheiros e
Gilmar Mendes. Moro não conseguiu provar que o “Projeto Deus Sou Eu” não é um
golpe dentro do golpe...
'Uma lei contra abuso de autoridade no Brasil é uma necessidade',
afirma Lindbergh Farias
Ao ficar nu, Moro levou um susto e apelou para a mentira e
disse: “querem criminalizar a Farsa Jato”. Mentiu, porque Moro sabe ou teria a
obrigação de saber, que a lei não retroage para prejudicar (Art. 5º, XL da CF).
Portanto, seus abusos atuais ficariam penalmente impunes se aprovada a lei como
está. Mostrou mais uma vez que desconhece e ou atropela a lei de forma
consciente. Revelou-se tão inexpressivo e acuado, que mais parecia um
terceiranista de Direito que ficou em recuperação e que foi reprovado na
sabatina.
Armando Rodrigues Coelho Neto – advogado e jornalista,
delegado aposentado da Polícia Federal e ex-representante da Interpol em São
Paulo