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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Em homenagem aos 100 anos da Revolução, 'Blocos soviéticos' se espalham pelo Brasil



Via: Sputnik


Em comemoração ao centenário da Revolução Russa, a história entra no samba e vai ser contada em ritmo de carnaval no Brasil por alguns blocos soviéticos que a cada ano crescem pelo país.


Em 1917, a Rússia implementou o primeiro governo socialista da história, gerando a maior revolução do século XX, pois promoveu políticas de redução da miséria e da desigualdade social, mudando a realidade dos trabalhadores não só da antiga União Soviética, como refletindo essa política social em todo o mundo.

Neste carnaval, uma das agremiações brasileiras que está celebrando o centenário da Revolução Russa é o Bloco Soviético Vermelhim, que saiu nesta sexta-feira (17) pelas ruas da cidade de Belo Horizonte. O bloco criado no ano passado pela Associação Cultural José Martí promete repetir a folia fazendo uma revolução político-social-cultural todo dia 17 (Dia da Solidariedade Internacionalista), durante o ano inteiro, na praça Sete, na capital mineira.

Em entrevista para a Sputnik Brasil, José Guilherme Castro, um dos precursores do Vermelhim disse que a ideia de um bloco soviético permanente surgiu dentro do projeto da Associação Circuito Revolução reunindo diversas atividades político-culturais em comemoração ao centenário da Revolução Russa. Segundo José Guilherme a ideia é cada vez mais politizar o carnaval de Belo Horizonte. "Nós formamos aqui a Associação Cultural JoséMartí (MG), em solidariedade à Cuba. Temos uma ação internacionalista há cinco anos na Praça Sete, que quando os heróis cubanos foram presos e depois com a libertação deles passou a ser o dia 17, Dia da Solidariedade Internacional, e aí construímos a proposta do Circuito Revolução, que é tentar agregar várias atividades político-culturais para comemorarmos os 100 anos da Revolução Russa e daí surge a ideia do Bloco Soviético para contribuir com a politização do carnaval de Belo Horizonte, trazer bandeiras de lutas. Carnavalizar a política e politizar as ruas."

O folião classifica o bloco como uma resistência ofensiva.

"É uma resistência, mas ofensiva, com coragem de ser feliz. Os símbolos e nossos valores e referências queremos colocar nas ruas em alto e bom som, porque foram grandes contribuições dada pela Revolução Russa. É o maior acontecimento social de interesse dos trabalhadores do mundo. Nós temos mais que comemorar e anunciar."

Em relação ao perfil dos seguidores da folia do Vermelhim, José Guilherme diz que é um encontro de todas as gerações. "O que está sendo interessante é que é bem variado. Tem o entusiamo dos jovens, mas tem também o momento da reflexão e da nossa contribuição, que já temos cabelos brancos. É um momento de encontro de gerações e de  troca de esperanças e de energia, principalmente em um momento tão difícil que o Brasil está passando. É o que nós falamos é uma resistência."

Luanna Grammont, intérprete do Bloco Soviético, o Vermelhim, cantando a Internacional com seu filho Fidel no colo

Para animar os foliões, no repertório não pode faltar o hino da Internacional Comunista, em ritmo de samba: "Senhores, patrões, chefes supremos / Nada esperamos de nenhum (…) Façamos nós por nossas mãos / Tudo que a nós nos diz respeito", e o tradicional "Unidos Venceremos", além de canções famosas como "Coração Vermelho", da cantora Fafá de Belém.

"Primeiro é a Internacional, que nós estamos ensaiando em ritmo de samba. Como no Circuito Revolução nós dividimos a Revolução Russa, com os 50 anos do assassinato de Chê Guevara, nós estamos lançando hoje (17) o Comandante Chê Guevara também, e várias músicas do repertório brasileiro, que estão ligadas de certa forma à resistência, à luta, ao momento específico, muito Paulinho da Viola, Chico Buarque", explicou José Guilherme.



Sobre o crescimento dos blocos soviéticos no carnaval brasileiro, José Guilherme acredita  que a tendência é aumentar ainda mais o número de agremiações, pois para o folião a Revolução Russa é a síntese das lutas dos trabalhadores, e ressalta o importante papel dos artistas para retomar a cultura do protesto pelos blocos.

"Eu acho que a tendência é aumentar. A política no Brasil, principalmente a esquerda, esteve muito distante da arte, da cultura. Essa participação dos artistas na vida política e na elaboração das defesas, é uma tendência que está voltando no Brasil. Era uma tradição que nós tínhamos, os artistas participavam efetivamente das lutas não só dos palcos mas na elaboração. É esse o palco que nós queremos fazer."

De acordo com o militante do carnaval politizado, o desfile desta sexta-feira (17) foi o pontapé inicial para um ano de diversos eventos promovidos pela Associação José Martí em homenagem ao centenário da Revolução Russa, mas com foco para as lutas internas do Brasil. Entre as ações terá a ida de uma delegação brasileira para os festejos em outubro na Rússia, de onde dois jornalistas vão fazer a cobertura e o material será apresentado em novembro em Belo Horizonte. "Tem uma delegação brasileira, que já tem quase 200 pessoas que vão passar o aniversário da Revolução Russa, lá na Rússia e tem dois jornalistas que vão fazer a cobertura, e no dia 17 de novembro devemos apresentar na Praça Sete um apanhado dessa cobertura. Tem também em março, o mês da luta das mulheres. Nosso bloco vai refletir e passar um filme com a temática das mulheres ao som de samba. Tem o abril vermelho da questão agrária. Em maio tem a luta dos trabalhadores do sistema manicomial. Estamos pegando essas temas para fazer e refletir sobre as nossas revoluções, que o Brasil precisa."



Além do Vermelhim, em Belo Horizonte, o centenário da Revolução Russa também será homenageado neste sábado (18), pelo Bloco Soviético em São Paulo, a partir das 14h, saindo do Tubaína Bar, Bela Cintra. O Bloco que vai para sua 5.ª edição, surgiu em 2013, após uma brincadeira nas redes sociais incluindo a cantora Vange Leonel, que morreu em 2014, e sua então companheira, a jornalista Cilmara Bedaque. Em 2013, o bloco reuniu 200 pessoas, no ano passado esse número subiu para quase 5 mil foliões. Este ano, o bloco conta com um carro de 13 metros de comprimento, com 20 instrumentistas para fazer a alegria dos foliões tocando as tradicionais marchinhas de carnaval adaptadas num tom de revolução pelos organizadores.



Já em Brasília, a Revolução Russa vai ser celebrada pelo KGBloco Soviético, que estreia no Parque da Cidade no dia 4 de março. A agremiação foi criada por um grupo de estudantes da área de Humanas da UNB (Universidade de Brasília) em resposta contra o bloco de direita Aliança Pela Liberdade, que também é de estudantes da universidade. Na página do evento no Facebook, o KGBLoco Soviético chama os foliões: “ALÔ, CAMARADAS! Peguem seus confetes, foice, martelo, glitter, peruca, catuaba, sua во́дка e vamos comemorar os 100 anos da REVOLUÇÃO RUSSA. Porque é carnaval e já que a esquerda está festiva VAMOS FESTEJAR! Senhores, patrões, chefes supremos, Nada esperamos de nenhum! Sejamos nós que conquistemos. Um carnaval livre e comum.

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Advogado do diabo cotado para assumir o Ministério da Justiça



Por: O TEMPO


Em delação premiada, Delcídio acusa o tucano de atuar para maquiar dados do Banco Rural na CPMI dos Correios, e também de receber propinas em esquema de corrupção de Furnas


AGÊNCIA ESTADO


Cotado para assumir o Ministério da Justiça, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso é amigo e atua como advogado do presidente do PSDB, senador Aécio Neves, de quem não cobra honorários, nos dois inquéritos que o tucano responde perante o Supremo Tribunal Federal como desdobramento da operação Lava Jato.

Velloso afirma que os casos em que atua para Aécio não têm relação com a Lava Jato. "Fui amigo de Tancredo Neves, avô de Aécio, e de Aécio Cunha, pai de Aécio. E sou amigo de Aécio desde os seus 22 anos, quando o conheci, em Belo Horizonte. Sou seu advogado nesses dois casos, em razão dessa amizade. Mais até como conselheiro", afirmou Velloso, por e-mail, à reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Ele admitiu ainda atuar para o tucano sem cobrar nada.

As duas investigações contra Aécio tem origem na delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT e ex-PSDB, atualmente sem partido) que foi preso em novembro de 2015 acusado de tramar contra a Lava Jato. Para se livrar da cadeia, Delcídio fez delação premiada.

O ex-senador acusou Aécio de atuar para maquiar dados do Banco Rural na CPMI dos Correios (presidida por Delcídio) que poderiam atingir membros do PSDB e também de receber propinas em um esquema de corrupção em Furnas.

Os dois inquéritos estão sob relatoria do ministro Gilmar Mendes Em dezembro do ano passado o tucano prestou depoimento à Polícia Federal no inquérito sobre a CPI dos Correios - na época, Aécio era governador de Minas.

Também são investigados neste inquérito Clésio Andrade, que era vice-governador do tucano, e o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), que era filiado ao PSDB. No caso de Furnas, o tucano é investigado por suposto recebimento de propina de empresas terceirizadas que mantinham contrato com a estatal.

As vantagens indevidas seriam pagas pelas empresas ao ex-diretor da companhia, Dimas Toledo, que as repassava para o tucano. O senador e os demais investigados nos inquéritos rechaçam as acusações de Delcídio.

Lava Jato


Além de Aécio, Velloso tem um cliente deputado que é investigado no âmbito da operação Zelotes. Em relação à Lava Jato, contudo, o ex-presidente do STF diz que nunca atuou para os investigados da operação.

Ele conta que chegou a ser procurado por outro advogado que atua no caso para emitir um parecer. "Cheguei a ser procurado, logo no início, por mais de um advogado, a fim de estudar a possibilidade de emitir parecer. Em razão do sigilo profissional, só posso dizer-lhe que não emiti nenhum parecer em caso da Lava Jato", disse.

Caso assuma o Ministério da Justiça, Velloso terá que deixar de atuar como advogado, seguindo o Estatuto da Advocacia. "Sou advogado, na companhia de outros advogados, de um advogado, que é deputado, num caso da denominada Operação Zelotes, em curso no Supremo Tribunal Federal, ora distribuído ao ministro Ricardo Lewandowski. Aceitando assumir o Ministério da Justiça, me afastarei do caso, na forma do Estatuto da OAB."

Via:




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Ampliação de Bolsa Família para "conter novos pobres", recomenda Banco Mundial


Nos últimos dois anos, a demanda pelo Bolsa Família cresceu 33% / Jefferson Rudy/Agência Senado


ECONOMIA


Instituição estima orçamento de R$ 30,4 bilhões no programa para evitar rebaixamento de brasileiros na linha da pobreza


O Banco Mundial estima que o Brasil poderá ter 3,6 milhões "novos pobres" em 2017. Para conter o aumento do número de pessoas que vivem com renda de até R$ 140 mensais, a instituição recomenda que o governo brasileiro amplie o orçamento previsto do Programa Bolsa Família para R$ 30,41 bilhões.

O valor estipulado representa um aumento de mais de R$ 700 milhões na verba de R$ 29,7 bilhões prevista no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para o programa de transferência de renda. O estudo da instituição financeira ligada à Organização das Nações Unidas (ONU) foi divulgado no início desta semana.

A entidade aponta que a recessão econômica e o aumento do desemprego no Brasil a partir de 2015 são os principais fatores para que país aumente a proporção de pobres, no cenário mais pessimista, para 10,3%. Em um otimista, este índice é de 9,8%. Atualmente, a proporção pobres na população brasileira é de 8,7%.

O estudo de microssimulação foi feito considerando a população economicamente ativa no país com a suposição de que não haverá mudanças no Bolsa Família e, em seguida, considerando um aumento do seu orçamento e cobertura.

Repercussão
Marcio Pochmann, economista e professor da Universidade de Campinas (Unicamp), afirmou que a crise econômica e a dificuldade de os sindicatos para barganhar aumentos salariais acima do índice da inflação comprometeram a possibilidade do Brasil "continuar retirando pessoas da pobreza". Mais 28,6 milhões de brasileiros saíram desta zona entre 2004 e 2014.

"A recessão levou a uma redução do nível de atividade e, por conta disso, uma destruição de empregos e um maior número de desempregados. A consequência direta foi a queda da massa de rendimento dos trabalhadores", explicou.

Segundo ele, o cenário recessivo levou ao mercado de trabalho parte da população economicamente inativa, como estudantes que antes se dedicavam exclusivamente à Academia. Por isso, de acordo com o economista, a ampliação generalizada do desemprego não derivaria exclusivamente do fechamento ou da não abertura de postos de trabalho.

"Temos um aumento da pobreza, de um lado, por aqueles que estão desempregado e eram inativos mas que, em função da queda da renda da família, vão procurar trabalho e entram na pobreza; e outro fenômeno que é a queda das remunerações generalizadas que fazem com que, mesmo ocupada, a pessoa não tenha renda suficiente para sair da pobreza", disse.

No estudo, o Banco Mundial sugere que o Bolsa Família passe de um "programa redistributivo eficaz" para "programa de rede de proteção flexível" para expandir a cobertura aos domicílios de “novos pobres” gerados pela crise.

A professora do departamento de Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Raquel Raichelis, que pesquisa políticas públicas para a Assistência Social, afirma que investimentos crescentes no programa foram centrais para reverter os níveis de extrema pobreza. Mas ela pondera que, por ser focalizado e pontual, o programa não vai englobar os "novos pobres" que serão atingidos pelas medidas de ajuste fiscal, cortes orçamentários, reforma da Previdência e privatizações do governo de Michel Temer (PMDB).

"A incidência deste conjunto de medidas vai ter um impacto profundo nas condições de vida e de trabalho da classe trabalhadora no Brasil. O Programa Bolsa Família, sozinho, não dá conta destes processos que estão em curso e que vão se aprofundar", analisou.

É o que confirma Pochmann. Segundo ele, o eixo fundamental de enfrentamento da pobreza no Brasil foi a melhora no mercado de trabalho, elevação do salário mínimo e a ampliação de postos de trabalho que se aproximou de uma condição de pleno emprego. "O Bolsa Família tem importância justamente no segmento dos miseráveis, que são pessoas que não conseguem chegar no mercado de trabalho, inclusive, por razões de ordem estrutural, familiar e outras situações localizadas", pontuou.

Perfil
Segundo a agência da ONU, os "novos pobres" residem, principalmente, em áreas urbanas, e com menos impacto em áreas rurais – onde essas taxas já são mais altas.

O documento aponta ainda que os afetados serão, provavelmente, adultos jovens, de áreas urbanas, principalmente do Sudeste, brancos, qualificados e que tinham ocupação no setor de serviços. "O grande gerador de empregos nos ciclos dos governos petistas foi o setor de serviços. E esse setor contraiu o nível de emprego", lembrou Pochmann.

O economista pondera que situação de corte nos gastos públicos pode gerar um novo ciclo de pobreza entre a população inativa – que depende de benefícios e programas de enfrentamento à pobreza.

O documento do Banco Mundial conclui que "o ajuste fiscal que vem sendo implementado no Brasil pode ser alcançado praticamente sem onerar ou onerando muito pouco a população pobre". Para a instituição, os ganhos sociais na última década não podem correr risco de reversão.

"Em vez de cortar gastos e despesas, o governo deveria aumentar a receita tributando os segmentos de maior renda no Brasil. Não há uma política que se volte ao igualitarismo no ajuste fiscal. Estamos vendo, fundamentalmente, uma política fiscal que amplia as desigualdades que já são tradicionais e estruturais no país", disse Pochmann.

Já Raichelis afirma que, além de uma ampliação do programa, como o Banco Mundial sugere, o Bolsa Família deve ser articulado com um sistema de proteção social mais amplo e robusto. "Precisamos de políticas econômicas que tenham a perspectiva da ampliação do emprego e da renda para inserir os grupos mais vulneráveis no mercado de trabalho hoje, que são as mulheres e os jovens", afirmou a professora.

Reajuste
Nos últimos dois anos, a demanda pelo Bolsa Família cresceu 33%. Em 2015,1,2 milhão de famílias receberam o benefício por atender aos requisitos de baixa renda, ou 105 mil famílias por mês. Em 2016, a média mensal bateu 141 mil, totalizando 1,6 milhão de famílias cadastradas ao longo do ano.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), em julho, o governo pretende anunciar o reajuste aos beneficiados pelo Bolsa Família. A previsão é que o valor seja reajustado em 5,5%. Em 2016, a alteração foi de 12,5%, depois de dois anos com o valor congelado.

Veja também:


Educação é gasto que brasileiro mais quer preservar https://t.co/Ki3yOvl90S

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Marisa Letícia nunca foi servidora do Congresso nem recebia R$ 68 mil. Depois que ela morre o reconhecimento




O UOL ainda se deu ao trabalho de investigar o que era, claro, uma montagem óbvia, feita por gente canalha, de um suposto “documento” do “Congresso Nacional” pelo qual algum grupo de vagabundos pretendia mostrar que Marisa Letícia, mulher de Lula morta há dias, seria servidora do parlamento e que seu viúvo pretendia receber “proventos e resíduos”.

É evidente que tudo é uma farsa perversa de gente que foi se servir da morte de uma pessoa para espalhar mentiras na rede. Mais, é um crime, um vilipêndio à memória e uma pessoa que não tem contra si, salvo os delírios de Deltan Dallagnol e Sérgio Moro, nada que a desabone.

Enquanto este tipo de perversão não der cadeia, vão continuar se repetindo estas monstruosidades nas redes sociais, que se tornaram uma espécie de cocho onde gente doente bem se abeberar do ódio.

Mas a nossa polícia está mais interessada em perseguir pedalinhos barcosw de lata, não tem tempo para cuidar da defesa da verdade.


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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

"você é um juiz de merda”, disse Saulo Ramos a Celso de Mello


“Aí o papagaio falou: e a isonomia da Justiça? Hahahaha”


A história está relatada no livro “Código da Vida”, de Saulo Ramos, ex-ministro da Justiça responsável pela nomeação de Celso de Mello para o STF no governo Sarney.


“Terminado seu mandato na Presidência da República, Sarney resolveu candidatar-se a Senador. O PMDB — Partido do Movimento Democrático Brasileiro — negou-lhe a legenda no Maranhão. Candidatou-se pelo Amapá. Houve impugnações fundadas em questão de domicílio, e o caso acabou no Supremo Tribunal Federal.

Naquele momento, não sei por que, a Suprema Corte estava em meio recesso, e o Ministro Celso de Mello, meu ex-secretário na Consultoria Geral da República, me telefonou:

— O processo do Presidente será distribuído amanhã. Em Brasília, somente estão por aqui dois ministros: o Marco Aurélio de Mello e eu. Tenho receio de que caia com ele, primo do Presidente Collor. Não sei como vai considerar a questão.

— O Presidente tem muita fé em Deus. Tudo vai sair bem, mesmo porque a tese jurídica da defesa do Sarney está absolutamente correta.

Celso de Mello concordou plenamente com a observação, acrescentando ser indiscutível a matéria de fato, isto é, a transferência do domicílio eleitoral no prazo da lei.

O advogado de Sarney era o Dr. José Guilherme Vilela, ótimo profissional. Fez excelente trabalho e demonstrou a simplicidade da questão: Sarney havia transferido seu domicílio eleitoral no prazo da lei. Simples. O que há para discutir? É público e notório que ele é do Maranhão! Ora, também era público e notório que ele morava em Brasília, onde exercera o cargo de Senador e, nos últimos cinco anos, o de Presidente da República. Desde a faculdade de Direito, a gente aprende que não se pode confundir o domicílio civil com o domicílio eleitoral. E a Constituição de 88, ainda grande desconhecida (como até hoje), não estabelecia nenhum prazo para mudança de domicílio.

O sistema de sorteio do Supremo fez o processo cair com o Ministro Marco Aurélio, que, no mesmo dia, concedeu medida liminar, mantendo a candidatura de Sarney pelo Amapá.

Veio o dia do julgamento do mérito pelo plenário. Sarney ganhou, mas o último a votar foi o Ministro Celso de Mello, que votou pela cassação da candidatura do Sarney.

Deus do céu! O que deu no garoto? Estava preocupado com a distribuição do processo para a apreciação da liminar, afirmando que a concederia em favor da tese de Sarney, e, agora, no mérito, vota contra e fica vencido no plenário. O que aconteceu? Não teve sequer a gentileza, ou habilidade, de dar-se por impedido. Votou contra o Presidente que o nomeara, depois de ter demonstrado grande preocupação com a hipótese de Marco Aurélio ser o relator.

Apressou-se ele próprio a me telefonar, explicando:

— Doutor Saulo, o senhor deve ter estranhado o meu voto no caso do Presidente.

— Claro! O que deu em você?

— É que a Folha de S. Paulo, na véspera da votação, noticiou a afirmação de que o Presidente Sarney tinha os votos certos dos ministros que enumerou e citou meu nome como um deles. Quando chegou minha vez de votar, o Presidente já estava vitorioso pelo número de votos a seu favor. Não precisava mais do meu. Votei contra para desmentir a Folha de S. Paulo. Mas fique tranqüilo. Se meu voto fosse decisivo, eu teria votado a favor do Presidente.

Não acreditei no que estava ouvindo. Recusei-me a engolir e perguntei:

— Espere um pouco. Deixe-me ver se compreendi bem. Você votou contra o Sarney porque a Folha de S. Paulo noticiou que você votaria a favor?

— Sim.

— E se o Sarney já não houvesse ganhado, quando chegou sua vez de votar, você, nesse caso, votaria a favor dele?

— Exatamente. O senhor entendeu?

— Entendi. Entendi que você é um juiz de merda! Bati o telefone e nunca mais falei com ele.”

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Lula lidera preferências para a eleição presidencial de 2018





Pesquisa CNT/Sensus - Corrida Presidencial 2018


Aprovação do desempenho pessoal de Temer caiu de 31,7% para 24,4%

desaprovação passou de 51,4% para 62,4%

avaliação negativa subiu de 36,7% para 44,1%

avaliação positiva do governo Temer é de 10,3%, ante 14,6% em outubro de 2016

Estimulada 1 / CNT Sensus


Lula - 30,5%
Marina - 11,8%
Bolsonaro - 11,3%
Aécio - 10,1%
Ciro - 5%
Temer - 3,7%

Espontânea / CNT MDA


Lula - 16,6%
Bolsonaro - 6,6%
Aecio - 2,2%
Marina - 1,8%
Temer - 1,1%
Dilma - 0,9%
Ciro - 0,5%


Segue abaixo evento da posse do Lula em 2018





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A mafia dos transplantes e o xadrez do “nosso” Sérgio Moro





Peça 1 – o Sérgio Moro anti-tucano


“Pau que dá em Chico dá em Francisco”, diz o Procurador Geral da República Rodrigo Janot. Mas não dá em Aécio, Serra, Alckmin, Aloisio – porque não são Chico nem Francisco.

A parcialidade do Procurador Geral da República e da Lava Jato, leva parte da opinião pública a procurar um juiz de direito para chamar de seu, alguém que tenha a mesma parcialidade de Sérgio Moro, o mesmo espírito persecutório, o exercício permanente do sadismo blindado pelos instrumentos de Estado,  contra os que são enquadrados como adversários.

Que sirva de aviso para tucanos e petistas o que se passou em Poços de Caldas, no episódio conhecido como “a máfia dos transplantes”.


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Lá, o alvo foi tucano, o ex-deputado federal Carlos Mosconi, ligado a Aécio Neves. E o Sérgio Moro de Poços foi o juiz de direito Narciso Alvarenga Monteiro de Castro.

Peça 2 – os antecedentes


Em abril de 2.000 ocorreu o incidente envolvendo um menino, Paulo Veronesi Pavesi,  que teve uma queda e morte cerebral. O menino foi acudido no Hospital Pedro Sanches, particular. O pai aceitou doar os órgãos. O corpo foi encaminhado, então, para a Santa Casa. Nesse ínterim, o Hospital Pedro Sanches enviou uma conta salgada para o pai, incluindo os gastos com o transporte até a Santa Casa.

O pai, sujeito claramente desequilibrado – como tive condições de comprovar na época – reagiu com uma campanha virulenta, acusando a Santa Casa de ter retirado os órgãos do menino em vida.

Na época, o Fantástico tinha descoberto o filão dos escândalos com procedimentos médicos mais complexos. Tentou criminalizar a atuação do notável doutor Pasquini, da Santa Casa de Curitiba, criou o personagem da enfermeira assassina, também no Paraná, e investiu contra o grupo de transplante de Poços. O então Ministro da Saúde José Serra se valeu do episódio para acertos de conta político e para aproveitar a onda lançada.

O grupo de transplante da Santa Casa de Poços de Caldas surgiu antes da nova lei do transplante. Houve uma adequação da lei que se prolongou até 2006.

Em 2002, o Ministério Público Federal investigou o caso Pavesi e não encontrou nenhum indício de atividade criminosa.

  • Em 2006, uma sentença do TRF 1 (Tribunal Regional Federal da 1a Região) esclareceu a situação. O desembargador federal Olindo Menezes, relator, liquidou com a teoria conspiratória da organização criminosa que assassinava pacientes para comercializar seus órgãos:


Mostrou que o grupo de transplantes trabalhava pioneiramente desde 1992. Quando foi promulgada a nova lei, “somente a Santa Casa de Poços de Caldas, em todo estado de Minas Gerais, cumpriu o prazo para o pedido de renovação, mas o enviou ao órgão estadual, em lugar do federal”.

“Portanto, o que foi exposto na inicial como indício de séria irregularidade, do desejo de realizar transplantes mesmo sem autorização, supostamente por tratar-se de prática lucrativa, pois investigava-se denúncia de tráfico de órgãos, pode ser entendido de outra forma. Uma equipe pioneira, que vinha realizando transplantes em Poços de Caldas há anos, teve dificuldade em adequar-se à novas formalidades do setor, embora tenha demonstrado preocupação em atender ao que manda a lei”.

“(...) Enfim, quando se põe de lado a suspeita de má-fé, os fatos ganham contornos mais nítidos e mais próximos da realidade. É mais fácil imaginar médicos pioneiros em técnica avançada de cirurgia, e por isso mesmo estudiosos e dedicados à profissão, enfrentando dificuldades com a crescente normatização da atividade, do que mercenários inescrupulosos, capazes de traficar órgãos por ganância, ou desidiosos irresponsáveis que permitem que o tráfico ocorra sem mover uma palha.

“(...) A longa investigação levada a cabo a partir da iniciativa do Ministério Público Federal não comprovou a ocorrência de tráfico de órgãos, de enriquecimento dos médicos que realizavam os transplantes pelo SUS em Poços de Caldas ou de lesão ao patrimônio público. Foram encontradas irregularidades, como serão sempre que for feita investigação com igual profundidade em qualquer serviço público de saúde do país, que, para dizer o mínimo, não prima pela qualidade desses serviços”.

Peça 3 – chega o juiz Narciso


Em 2012, o juiz Narciso chegou à cidade e,  de ofício (isto é, sem ser provocado), decidiu desarquivar o caso. Era um caso federal, ele transformou em estadual. O promotor da cidade não viu motivos para oferecer nova denúncia. Narciso o denunciou ao CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), dizendo que fazia parte da mafia.

De imediato, denunciou 15 médicos por formação de quadrilha. E ordenou que a sentença fosse publicada em todos os jornais da cidade, expondo todos os médicos mencionados.

Não se ficou nisso. Na época, houve o suicídio de Carlão, diretor da Santa Casa. O juiz Narciso pretendeu incriminar outro médico. Conseguiu uma testemunha, doente assistido na hemodiálise, para acusar o médico de assassinato.

As chapas dos exames de arteriografia - que atestavam a morte cerebral do menino -foram recolhidas pela Polícia Federal nas investigações de 2002, mas sumiram do inquérito. Em vez de mandar apurar o sumiço das chapas, já que havia documentação comprovando que a PF havia retirado da Santa Casa, o juiz Narciso ignorou a mais importante prova da defesa.

“Como já disse e reafirmo: eu próprio, juiz desse caso e do processo do júri, NUNCA vi tais chapas em nenhum dos autos mencionados e conforme certificado nos autos (f.4508 do vol.18) também não se encontram nas dependências da Secretaria. Nunca apareceram realmente” (fls. 46 da sentença, doc. 1).

Ignorou o sumiço das chapas e também as explicações do Complexo MG Transplante:
 

“A equipe de transplante renal e o estabelecimento Santa Casa de Poços de Caldas encontravam-se corretamente autorizados para realizar retirada e transplante de rim pelo Ministério da Saúde/SNT - Sistema Nacional de Transplantes. Estas autorizações foram suspensas após o inicio dos questionamentos divulgados pela imprensa”.

(...) As notificações de potenciais doadores da cidade de Poços de Caldas sempre foram comunicados ao MG Transplantes em Belo Horizonte, inclusive com disponibilização para a referida CNCDO Estadual de outros órgãos sólidos (fígado e coração), cujos transplantes não eram realizados na regional Sul. As notificações e as doações preenchiam os quesitos básicos legais e eram sempre acompanhadas pelo plantonista do MG Transplantes em Belo Horizonte”.

O MG Transplantes acompanhava e coordenava as doações ocorridas em Poços de Caldas, assim como a distribuição dos órgãos, atendendo às listas de espera ,e a viabilidade da utilização do órgão ou tecido. considerando a distância entre os estabelecimentos de retirada e transplante e o local onde se encontrava o receptor mais adequado. na forma da lei, inscrito na Lista de Espera. As equipes credenciadas eram designadas de acordo com escala previa e/ou vinculação legal do paciente com as mesmas”.

 Nessa mesma direção se manifestou a Associação Médica de Minas Gerais:



“Vale dizer que o Conselho Regional de Medicina de MG e o Conselho Federal de Medicina, já analisaram os casos que estão sendo julgados e em nenhum deles foi encontrado evidencia de infração ética ou de condutas que abreviassem ou colocassem em risco vidas de pacientes”.

 Peça 4 – o exercício continuado da crueldade


De nada adiantaram os laudos.

Três médicos foram condenados a penas de 14 a 18 anos de reclusão. Em 2014 foram presos no Presídio de Poços.

A partir daí sua vida foi transformada em um inferno. O médico Cláudio Fernandes foi preso três vezes, passou dois meses em um presídio em Três Corações. Tem quatro filhos e uma esposa médica. Para visitar o marido, a esposa tinha que tirar toda a roupa e passar por revista humilhante.

A perseguição aos médicos prosseguiu no próprio Presídio.

A perseguição foi tanta que, temendo pela própria vida, os médicos pediram, para serem transferidos para Três Corações. Narciso exigiu imediatamente a volta dos prisioneiros a Poços.

Foi tal o assédio sobre o diretor do Presídio de Poços, Adriano Souza Silva, visando retaliar os médicos – que este entrou com uma representação contra o juiz junto ao CNJ.

Depois de rebeliões e superlotação no presídio, assim que assumiu a direção Adriano tentou implementar uma política de reeducação de detentos. Montou um projeto de fabricação de móveis de junco sintético, fabricado por um reeducando.

Como represália, o juiz Narciso denunciou o diretor adjunto Baruk Francisco Pinto como responsável pela “remoção de órgãos e tecidos”, incluindo no inquérito da suposta “máfia dos transplantes”.

 Disse o juiz:



“O Baruk do Presídio64 e o condenado PAULISTA (um dos envolvidos com a morte de Andreia, que depois ficava posando de bom moço para a direção, fazedor de móveis de bambu, mas, na verdade, um bandido de quatro costados, que já cumpriu pena em diversos presídios do país) tentaram emplacar uma história para confundir os julgamentos a mando possivelmente do vereador Local”.

Na representação enviada ao CNJ, o diretor do presídio relata visitas de Narciso, ocasião em que ordenou que os médicos fossem mudados de cela periodicamente, para impedi-los de dormirem em camas. Ordenava também que os médicos “fossem colocados no seguro” (?) comprometendo a saúde e a integridade físicas dos detentos”.

Quando os médicos foram transferidos para Três Corações, o juiz Narciso ameaçou o diretor do Presídio em Poços, caso não os trouxesse volta.

Conclusão do diretor:


“Diante da conduta externada pelo magistrado, não há dúvida de que, além de julgar , processar ou absolver, vem desenvolvendo supostas manobras  em desfavor dos três sentenciados contaminando os princípios da Legalidade, Moralidade, Eficiência e, sobretudo, o princípio da Impessoalidade”.

Ao mesmo tempo, Narciso absolveu o antigo diretor do presídio, Marcelo Henrique de Souza, de um processo por tortura. Na sentença, escreveu que “ de fato, o diretor Marcelo, principal réu neste processo, não rezava pela cartilha tradicional  corrente nesta Comarca: do beija-mão aos pretensos  donos da cidad ; de comparecer  a programas de TV “laranjas” do coronelato”.

Os advogados dos médicos recorreram ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Mas a repercussão do caso na mídia local e nacional amarrou os desembargadores. Foram até o Conselho Nacional de Justiça. De Nancy Aldrighi ouviram comentários acerca de juiz polêmico. Mas ela própria não quis entrar em dividida, em um caso que ganhara repercussão na mídia, devolvendo ao TJMG.

Peça 5 – a fabricação de provas


Um dos pontos mais polêmicos da atuação do juiz Narciso, foi sua atuação no levantamento de provas, como se fosse um auxiliar da acusação – precursor de Sérgio Moro.

O clima conspiratório chegou até a morte de Carlão. Aproveitando o clima persecutório implantado pelo juiz, um certo José Alexandrino Apolinário apresentou-se como testemunha ocular do suposto assassinato de Carlão.

Narciso incluiu o testemunho na ação sobre os transplantes, embora constasse de um inquérito distinto.

“Também o inquérito policial reaberto que investiga a morte do administrador da SANTA CASA, Carlos Henrique Marcondes, ‘Carlão’, (...), vem avançando, mas ainda não na velocidade que seria a ideal” (fls. 27/28 da sentença, doc. 1). “Também descreve a já citada morte de ‘Carlão’, apontada como ‘queima de arquivo’ no dia em que teria uma reunião com a Mesa Diretora da IRMANDADE. Ficou constatado que ‘Carlão’ fazia gravações dos médicos e saberia de fatos escusos envolvendo os transplantes, venda de remédio e estaria para entregar o cargo e fazer denúncias à Polícia Federal quando foi morto” (fls. 38 da sentença, doc. 1).

A Corregedoria Geral da Polícia Civil resolveu investigar o que havia ocorrido. E aí conseguiu um depoimento espantoso de Apolinário. Narciso já havia sido informado por um repórter que Apolinário teria informações sobre a morte de Carlão.

Quando saía da Santa Casa, Apolinário recebeu uma carona do juiz Narciso. Depois, a esposa do juiz forneceu-lhe passagens de ônibus, de ida e volta a Belo Horizonte, a fim de prestar depoimento na Corregedoria Geral.

No depoimento, Apolinário admitiu que não havia testemunhado nada e que mentira no depoimento ao juiz Narciso. Atribuiu sua delação à inimizade que mantinha com o médico acusado.

A reação do juiz Narciso foi atribuir a mudança de depoimento à “máfia”.
 
“A Máfia demonstrou também que ainda está em atividade atualmente, pois `plantou` uma testemunha, JOSÉ ALEXANDRINO APOLINÁRIO, que em depoimento prestado perante o coordenador do CAOCRIM, disse ter assistido ao assassinato de ‘Carlão’, chegou a citar o nome de MOSCONI22 e que temia ser assassinado pelo médico nefrologista, já condenado no CASO 1, João Alberto Goes Brandão”.
 
Paciente renal, Apolinário morreu logo depois.


Peça 6 – o desfecho
 

Enquanto esteve em atividade em Poços, o CNJ nada fez para impedir seus esbirros autoritários. Narciso acabou sendo transferido para Uberaba, alegando stress pós-traumático.

Lá, abriu um blog para continuar atacando os médicos. O TJMG mandou fechar.

Houve uma desestruturação financeira e familiar dos médicos vitimados pelo furor do juiz Narciso. Seus nomes saíram em vários veículos nacionais. As suspeitas foram reforçadas por reportagens continuadas da EPTV – a afiliada da Globo na região.

Pior: uma comunidade relativamente tranquila passou a conviver com o fantasma da suspeita. Era praticamente impossível a tese de uma organização criminosa atuando por anos em uma cidade de 170 mil habitantes, com todos se conhecendo, assassinando pessoas e traficando seus órgãos. Mas o juiz Narciso e os veículos da região trataram de espalhar as suspeitas.

Hoje em dia, a extrema parcialidade da Lava Jato e da PGR estimulam a visão da revanche.


Mas é difícil saber qual a maior ameaça ao país, se a parcialidade do sistema judicial, que permite a derrubada de uma presidente eleito, e a blindagem dos tucanos, ou se o poder selvagem que permite a alguns juízes de 1a instância praticarem o exercício ilimitado do sadismo.


Amigos Famosos



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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

BOMBA: MAIS DADOS SOBRE O HACKER QUE CLONOU CELULAR DE MARCELA TEMER



Via: APostagem

Um dos nossos colaboradores, Regis Galo, forneceu ainda mais dados não contidos no processo, sobre o Hacker em questão.


O material exposto na matéria do The Intercept não representa a totalidade dos dados contidos no processo mas, mesmo assim, representa, antes de tudo, um ato de resistência à censura prévia aplicada à Rede Globo e às demais mídias antigas. É consenso que há muito mais dados vazados, dentre áudios, fotos e emails com forte conteúdo de foro íntimo.

Ao censurar a mídia através da Justiça, Temer abriu uma outra frente de batalha em que não contava e com um poderoso aliado do golpe. Tal como Hitler, Temer decidiu “invadir a Rússia”, justamente um aliado que contava com um acerto prévio, se não de apoio, de não agressão. O ato acendeu uma forte luz sobre a possibilidade de censura da mídia, algo muitíssimo pior que a regulamentação proposta na era Lula.



Os documentos, abaixo apresentados, dão conta de uma execução fiscal da empresa pertencente à mãe e aos irmãos de Marcela Temer. Vale ressaltar que se trata de uma execução de mais de 10 anos de duração, ocorrida no estado de SP, algo completamente atípico. A execução no valor de, aproximadamente, R$ 13 mil, nunca obteve exito. Estranhamente, sendo uma família abastada.



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Norma Tedeschi é mãe de Marcela Temer



Tanto o processo que envolve Marcela Temer, quanto o aparente engavetamento do processo ligado à execução fiscal da empresa da família de Marcela, demonstram o nível de envolvimento da Justiça. Vão além de uma aparente desconexão, demonstram o nível de influência de Temer e Alexandre de Moraes na Justiça paulistana, uma vez que o caso do hacker foi julgado em tempo recorde e com condenação quase sumária. A traição, em si, aparenta mais uma cortina de fumaça que a gravidade do problema e que acabou gerando a censura prévia.

Vale a pena a leitura da excelente matéria do The Intercept, link abaixo.


DADOS DO MARKETING DO SITE (ALÉM DA MATÉRIA). www.micheltemer.com.br


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