247 – Gestores dos restaurantes do Bom Prato, programa
estadual que oferece refeições a R$ 1, ameaçam encerrar as atividades em São
Paulo.
Em uma carta-manifesto com 20 assinaturas, eles afirmam que
estão à beira de um “colapso financeiro” e oferecem “alimentação de qualidade
inferior ao padrão”, por falta de recurso. Exigem aumento de subsídio do
governo Alckmin (PSDB).
O secretário estadual de Desenvolvimento Social, Floriano
Pesaro, por sua vez, sugere que as unidades troquem os itens mais caros do
cardápio. “Se o feijão mulatinho está caro, comprem feijão preto”, afirmou, em
entrevista ao “Estado de S. Paulo”.
De acordo com as entidades, a defasagem acumulada desde 2006
é de 34,15% no custo do almoço e de 17,99% no café da manhã.
Pesaro minimiza o problema e diz que não há risco de o
serviço ser interrompido. “Não há queda de qualidade, nem de caloria, nem
produto. O que pode haver é substituição. Frango no lugar da carne, por
exemplo” – leia aqui.
Em janeiro, um relatório da Oxfam, tradicional organização
internacional voltada às questões da pobreza e da injustiça social, mostrou
como políticas econômicas geraram situações de extrema desigualdade. Segundo a
entidade, “o 1% mais rico da população mundial detém mais riquezas atualmente
do que todo o resto do mundo junto”.
De acordo ainda com a Oxfam, em 2015, apenas 62 indivíduos
detinham riqueza idêntica à da metade da população mundial mais pobre, composta
de 3,6 bilhões de pessoas. Pior, a parcela do primeiro grupo aumentou 44% desde
2010, enquanto a dos demais caiu 41%. Avanços registrados desde a década de
1990, é preciso reconhecer, permitiram uma redução significativa do número de
indivíduos abaixo da chamada linha de pobreza extrema. Entretanto, o aumento da
desigualdade reduz as chances de outros milhões deixarem essa mesma condição.
Recentemente, Richard Florida divulgou no website da revista
norte-americana The Atlantic um working paper do Peterson Institute for
International Economics. O trabalho, assinado por Caroline Freund e Sarah
Oliver, foi baseado em dados da lista anual de bilionários da revista Forbes,
do período de 1996 a 2015. O produto é um verdadeiro raio X do topo da pirâmide
econômica.
O levantamento mostra que a riqueza dos bilionários cresceu
de, aproximadamente, 1 trilhão de dólares, em 1995, para cerca de 5 trilhões em
2015. A crise de 2008 foi sentida e destruiu riqueza, porém, a curva de
crescimento foi rapidamente recuperada. Em 2015, aproximadamente 30% dos
bilionários estavam nos Estados Unidos, 28% na Europa, 9% na China, 7% na
Rússia e 4% no Brasil.
A tendência que mais chama a atenção é a imensa riqueza
acumulada por self-made men, geralmente empresários que construíram fortunas
partindo de uma carteira quase vazia. Em 1996, eles eram 45% do total dos
bilionários. Em 2014, já eram 70%. O fenômeno é mais acentuado nos EUA e em
alguns países emergentes. Na Europa, a dinheiro parece seguir de geração em
geração. Conforme observa Florida, isso se reflete na média de idade dos
bilionários, de 61 anos na Europa e 42 anos nos Estados Unidos.
De onde vem a nova riqueza? Nos EUA, das novas empresas de
tecnologia e do mercado financeiro. E está crescendo rápido. Freund e Oliver
observam que a lista da Forbes registrou, em 2015, um número recorde de
bilionários: 1.826 indivíduos no mundo tinham mais de 1 bilhão de dólares.
Outros recordes foram batidos no mesmo ano, o de bilionários de idade inferior
a 40 anos e o de mulheres bilionárias.
A pesquisa revelou também tendências. Primeiro, o número de
super-ricos está crescendo mais rápido nos países em desenvolvimento, em
comparação aos países desenvolvidos. A China tinha dois bilionários em 2005. Em
2015 saltaram para 213. A boa notícia é que eles e elas não se concentram mais
em áreas relacionadas a recursos naturais e a setores “politicamente relacionados”,
como no passado. Em segundo lugar, a riqueza é cada vez mais construída e,
portanto, menos herdada. Terceiro, foram constatadas diferenças significativas
entre regiões e países. A Ásia parece ser o lar dos empreendedores que criam
negócios de grande escala. No Oriente Médio e no Norte da África, a proporção
de riqueza herdada cresce e a de empresas criadas diminui. Os Estados Unidos,
com seus superempreendedores ligados à tecnologia, são relativamente mais
dinâmicos que a Europa, mais caracterizada pela riqueza que passa de pai para
filho.
Os autores observam que a lista da Forbes talvez seja
incompleta. A relação exclui alguns grupos de bilionários, os mais “discretos”
ou “tímidos”, que preferem manter confidencial o porte de suas posses, e
aqueles mais “extrovertidos”, mas que amealharam fortunas por meio de
expedientes “heterodoxos”, tais como o tráfico de drogas e o uso do poder
político. Dessa forma ficam de fora muitos monarcas, ditadores e alguns de seus
asseclas. A medida deve tranquilizar os listados, que provavelmente não
gostariam de ver seus nomes em má companhia. Talvez seja indiferente para o
restante da pirâmide, que vê no topo apenas uma quimera, difícil de compreender
e impossível de alcançar.
Vicente Fuentes diz o recentemente vazou em um incidente surpreendente no Oceano Atlântico Norte no início dos anos 70, onde uma incrível objeto voador não identificado aparece que muda de forma na frente de um americano tiros submarino nuclear. Esperamos que o programa será de interesse.
Aécio Neves é o presidente do maior partido de oposição ao
governo Dilma, o PSDB, foi o segundo candidato mais votado nas últimas eleições
presidenciais e, além disso, esteve à frente das manifestações pelo impeachment
e do processo que levou ao governo interino de Michel Temer. No entanto, como
se fosse um cidadão comum, Aécio some da mídia, não se posiciona a respeito da
política econômica e se cala sobre as questões decisivas num momento crítico da
história do país.
Em outros lugares, a opinião pública não aceitaria esse
desaparecimento porque um líder político não pode simplesmente abandonar suas
responsabilidades e esconder-se. Ele seria acusado de deserção. Um batalhão de
repórteres estaria no encalço de Aécio, dia e noite, como um pelotão de busca
atrás de um general desertor. Sobretudo, ele não poderia se furtar de prestar
contas à sociedade e aos seus eleitores sobre tantas denúncias, que se agravam
por virem de denunciantes diferentes (Sérgio Machado, Pedro Corrêa, Léo
Pinheiro, Delcídio do Amaral).
No Brasil, ao contrário, o chá de sumiço é a estratégia mais
corriqueira e manjada dos políticos acusados de corrupção. Foi o que fez Sérgio
Cabral Filho, governador do Rio, quando muitas nuvens negras se acumularem
sobre a sua praia. No entanto, no caso do Sérgio Cabral, a Globo profanou o seu
recolhimento, e uma indiscreta matéria da revista Época colou o dedo na sua
ferida. O título da matéria já disse quase tudo: Cabral exigiu 5% de propinanas obras do Maracanã, dizem delatores. Irônico, o texto começou assim:
“Desde que deixou o cargo de governador do Rio, há pouco
mais de dois anos, Sérgio Cabral tornou-se um político recluso. Suas aparições públicas são raras e nada se
sabe sobre como passa seus dias.”
A matéria passou o pente fino nas denúncias de transgressões
associadas ao nome do ex-governador. Mas e Aécio? Aécio vai muito bem,
obrigado, porque a mídia o deixa no conforto do limbo oculto num véu de
invisibilidade. Tudo indica que dificilmente será desalojado daí.
Com as inúmeras denúncias dirigidas a Aécio desde 2014, a
começar pelo aeroporto em terras do tio-avô, tudo se passou em brancas nuvens
flutuando num céu de brigadeiro. Só recentemente, e muito aos poucos, as
denuncias foram ganhando maior visibilidade, e isso mais por conta da PGR de
Rodrigo Janot do que por força da responsabilidade da mídia de informar. De todo modo, o acúmulo de denúncias nas
últimas semanas obrigaram Aécio Neves a
mergulhar mais fundo no submundo da invisibilidade.
O mês de junho de 2016 mostrou-se excepcionalmente rico em
denúncias de corrupção envolvendo Aécio Neves e de denuncias, o que é pior,
sacralizadas pelo selo de “delações premiadas”. Assim, na delação premiada do
ex-deputado condenado no mensalão e na Lava Jato, Pedro Corrêa (PP-PE), Aécio
surge como indicando diretores da Petrobras, já Sérgio Machado apontou seu
envolvimento em pagamentos, com recursos provenientes da corrupção
naturalmente, para financiar deputados e eleger-se presidente na Câmara Federalem 2001. Por fim, o empreiteiro Léo Pinheiro, sócio e ex-presidente da OAS,
afirma que pagou propina a auxiliares de Aécio.
Apesar dos pesares, embora a situação de Aécio tenha se
complicado extraordinariamente, não se levantou na mídia um clima de caça às
bruxas, de linchamento moral e político, semelhante ao que ocorreu com Lula, no
momento da sua indicação para o ministério, quando a Globo mobilizou até o STF
para vociferar raivosamente contra um ex-presidente da república.
O tratamento ameno e amigável, em que as manchetes aparecem
para sumirem instantes depois dos portais, não deixa espaço para o teatro da
indignação escandalizada.
Além disso, em diversos momentos, a mídia sai em defesa de
Aécio, sempre de forma indireta, seja através da apresentação de sua figura
como a de um líder prestigiado no meio político, seja dando ressonância a
defesas, como a recente de FHC garantindo que Aécio nunca pediu a ele cargos de
diretores na Petrobras.
O silêncio de alta densidade, sobretudo, que permite a Aécio
sumir das manchetes por tempo indeterminado constitui a principal forma de
proteção que a mídia tem concedido a ele. O presidente do PSDB pode estar
afundando aos poucos num pântano de descrédito, mas não é vítima nem do ódio
generalizado embora relativamente ameno, que o país devota hoje a Eduardo
Cunha, nem do ódio virulento cristalizado em certos segmentos da classe média
contra Lula. A mídia o tem resguardado contra isso.
Bajonas Teixeira de Brito Júnior – doutor em filosofia,
UFRJ, autor dos livros Lógica do disparate, Método e delírio e Lógica dos
fantasmas, e professor do departamento de comunicação social da UFES.
Na edição de hoje de O Globo, das repórteres Júnia Gama e
Cristiane Jungblut diz que Planalto vê ‘pá de cal’ para Cunha após prisão dedoleiro, informando que a detenção
de Lúcio Bolonha Funaro “deve sepultar de vez as tentativas” do
Presidente afastado da Câmara “de driblar as acusações de envolvimento com o
esquema de corrupção investigado na operação Lava-Jato”.
Mas, com isso, vem o medo:
“O temor no governo é com a reação que Cunha pode ter a este
novo fato. Diariamente, chegam ao Planalto e ao Congresso relatos de que Cunha
estaria negociando com a Justiça para tentar preservar sua mulher, Cláudia
Cruz, ré por lavagem de dinheiro e evasão de divisas na operação Lava-Jato, e
sua filha Danielle Dytz, também investigada na operação.
— Prenderam o Funaro para pegar o Eduardo Cunha. Ele está
muito preocupado com a mulher e com a filha e nós sabemos que está negociando
para aliviar o quadro delas. O que não se sabe é o que ele vai oferecer em
troca. Ele sempre diz que não pretende expor ninguém, mas, em um momento de
destempero, ninguém sabe o que pode sair — afirma uma fonte do Planalto.
No Brasil do “entrega os outros senão de deixo na cadeia” –
quem diz não sou eu, mas o Ministro Marco Aurélio, do Supremo: “prende-se até
mesmo para se fragilizar um homem e se lograr a delação premiada. E enquanto
não delata, não é libertado” – o
problema é se interessa a quem ele tem para entregar.
Muçulmanos turcos reuniram em frente à embaixada israelense
em Ancara para expressar solidariedade com os palestinos.
Aceitando a convocatória da Organização dos direitos humanos
e solidariedade para as pessoas oprimidas, cidadãos comuns e varias ONGs se
reuniu na sexta-feira por ocasião do Dia Mundial da Al-Quds.
Indignado gritavam "Morte a Israel e patrocinadores
regionais de sionistas”!”““,” Viva a Intifada palestina e unidade da comunidade
muçulmana" e assim como “Israel! fora da Palestina", a fim de
defender a nação palestina contra as atrocidades e crimes do regime de Tel
Aviv.
Por sua parte, o diretor de Mazlumder, Omer Faruk Unsal,
disse que os muçulmanos devem defender a libertação de Al-Quds (Jerusalém) e
apoiar os seus irmãos e irmãs palestinos. "Nós não podemos sentir-nos em
paz até que a nação palestina se livre totalmente de ocupação israelense",
disse ele.
Ele também expressou sua oposição clara ao acordo selado em
junho passado 26 entre Ankara e regime de Tel Aviv para normalizar as relações
bilaterais congeladas após o assalto protagonizado em maio 2010 por soldados
israelenses contra um comboio humanitário turco que viajava para Gaza Gaza para
entregar ajuda.
No ataque, 10 ativistas turcos foram mortos, de modo que a
Turquia suspendeu as suas relações com esse regime.
"Este acordo é inaceitável e não atende a exigência do
povo turco que pede fim ao cerco israelense imposto a Faixa de Gaza e contradiz
as petições das famílias dos mártires de assalto em 2010, uma vez que impede
seus autores sejam levados à justiça", lamentou. Embora o presidente
turco, Recep Tayip Erdogan, acredita que seu país precisa o regime israelense,
a oposição turca critica relações turco-israelense e garante que os turcos
"não precisam" ter ligações com esse regime.
vídeo mostra como um soldado do regime israelense
brutalmente preso uma criança palestina de 12 anos, durante uma manifestação
pacífica na aldeia de Nabi Saleh contra o confisco de terras palestinas para
expandir o assentamento ilegal de Halamish pelo regime de Tel Aviv.
Agora, no chororô com Temer, vem a cheirosa Eliane
Cantanhêde, no Estadão:
(…)É também com um olho na real crise dos Estados e com o
outro na influência dos governadores em suas bancadas em Brasília que Temer,
camarada, abriu mão de receber boa parte do pagamento da dívida dos Estados que
não fizeram o dever de casa e estão devendo até salário de funcionários,
aposentados e pensionistas. Como se apenas os Estados estivessem endividados e
a União estivesse nadando em dinheiro.
Somando os R$ 50 bilhões que o governo federal deixará de
receber dos Estados endividados nestes três anos aos R$ 25 bilhões estimados
com o aumento do Judiciário até 2019 e aos R$ 2,1 bilhões ao ano com o reajuste
do Bolsa Família, o resultado é: o governo Temer anda muito perdulário para
quem chora tanto a falta de dinheiro e o tamanho do rombo fiscal. Sem contar
que a prioridade do País é criar emprego para quem não tem, não aumentar o
salário dos que já têm.
É aí que entra a terceira ponta do tripé. O tal “mercado” dá
de ombros para a Lava Jato e para escândalos e só pensa naquilo: a recomposição
da economia brasileira. Mas, se Temer abre tanto a guarda para agradar a
opinião pública e o Congresso, no que ele conseguirá se distinguir de Dilma na
sobriedade com as contas públicas? Dilma torrou o que tinha e o que não tinha
na eleição de 2014. Temer pode estar torrando a confiança do empresariado na
transição de 2016 – e, com ela, suas chances. A perna do tripé que mais torce e
trabalha pelo sucesso de Temer é justamente o setor produtivo, no campo e nas
cidades.
A “massa cheirosa” está dando um “alô” pro “tio Temer." Via: Tijolaço