G1 - Valor do litro do combustível subiu de R$ 4,294 para R$
4,319.
O preço médio da gasolina nos postos do País aumentou pela
quarta semana seguida, segundo a pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, do
Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP).
Nesta semana, de acordo com o levantamento, o valor do litro
do combustível subiu 0,6%, de R$ 4,294 para R$ 4,319.
A pesquisa da ANP também apurou uma leve alta no preço do
litro do diesel. O aumento foi de 0,1%, de R$ 3,535 para R$ 3,540.
Já o valor do litro do etanol teve leve crescimento, de
0,2%, passando de R$ 2,962 para R$ 2,969.
Desde o início do ano, o preço da gasolina acumula queda de
0,6%. O valor por litro do diesel subiu 2,6%, e o do etanol aumentou 4,9%.
O advogado Modesto Carvalhosa tem uma ligação mais forte com
a autoproclamada "força tarefa" de Curitiba do que a pauta populista
que os une. Eles são sócios no negócio de R$ 2,5 bilhões da Petrobras que
pretendem empalmar com a criação de uma fundação administrada pelos
procuradores da República de Curitiba.
O acordo que os procuradores, em nome do Estado brasileiro,
assinaram com o governo americano prevê que metade do dinheiro recebido
destina-se à "satisfação de eventuais condenações ou acordos com acionistas
que investiram no mercado acionário brasileiro (B3) e ajuizaram ação de
reparação, inclusive arbitragens, até a data de 8 de outubro de 2017". E é
o escritório de Carvalhosa que representa esses acionistas.
Os sócios minoritários brasileiros, se entusiasmaram com a
vitória obtida pelos investidores nos Estados Unidos. No pedido feito na Câmara
de Arbitragem do Mercado, da B3, a bolsa de valores de São Paulo, Carvalhosa
pede até R$ 80 bilhões de indenização.
Na sexta-feira (15/3), o ministro Alexandre de Moraes
suspendeu o acordo por falta de previsão legal para que o MPF agisse como agiu,
e muito menos para desviar o destino do dinheiro, que deveria ser o Tesouro,
para uma fundação gerida pelos signatários. Para Carvalhosa, no entanto,
Alexandre de Moraes fez isso porque "eles não gostam da 'lava jato'".
O advogado vai mais longe: afirma que, mesmo que o acordo
seja considerado válido, as arbitragens de acionistas da Petrobras não serão
encerradas. Ele espera que esses casos terminem em acordos pelos quais a
estatal se comprometa a pagar algo entre R$ 14 bilhões e R$ 20 bilhões de
indenização a seus clientes.
O acordo
No Brasil, a Petrobras se diz vítima de um esquema corrupto
organizado por alguns de seus ex-diretores e por donos de grandes empreiteiras,
para alimentar o sistema político com propinas. Nos EUA, entretanto, a empresa
foi considerada responsável pela bandalheira. Para evitar ser julgada por lá,
comprometeu-se a pagar US$ 2,95 bilhões para encerrar uma disputa com
acionistas minoritários e US$ 832,2 milhões à SEC, agência reguladora do
mercado de capitais americano, e com o Departamento de Justiça para encerrar
uma investigação.
No acordo com a SEC, ficou combinado que 80% do valor pago
serão destinados ao Brasil. Metade desses 80% iriam para a fundação do MPF. A
outra metade, para um acordo com acionistas que tiverem iniciado ações
judiciais ou arbitrais na câmara arbitral da B3, justamente onde corre a ação
patrocinada por Carvalhosa.
Na arbitragem, os acionistas argumentam que, de 2010 a 2015,
a estatal divulgou dados falsos em seus balanços e fatos relevantes, levando-os
a ter prejuízos.
Em 2014, após a revelação de um esquema de corrupção, a
petrolífera registrou prejuízo de R$ 21,6 bilhões – e R$ 6,2 bilhões de perdas
com os desvios. No ano anterior, tinha obtido lucro de R$ 23,6 bilhões. Com
isso, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) caíram para R$ 12,18 em julho
de 2015 – ante R$ 37,32 em janeiro de 2010 – uma queda de mais de dois terços.
As ações ordinárias (PETR3) tiveram desvalorização semelhante.
Decisão criticada
Carvalhosa defende a legalidade do acordo bilionário e
garante que a "lava jato" está sob ataque. "A maioria dos
ministros do Supremo quer prejudicar a ‘lava jato’. Em tudo o que puderem
prejudicar, prejudicam", afirma.
"Eles estão querendo liquidar a ‘lava jato’, como
ocorreu na Itália com a operação Mani Pulite [mãos limpas]. Agora mesmo
decidiram que caixa dois é crime eleitoral para retirar da ‘lava jato’ todos os
processos de corrupção. É toda uma série de medidas para terminar a luta contra
a corrupção”, disse o advogado à ConJur.
Carvalhosa garante que a decisão de Alexandre de Moraes está
errada, porque o dinheiro da Petrobras não é público. Assim, diz, não haveria
problema de o MPF geri-lo. Embora a jurisprudência do Supremo diga que o
dinheiro deve ir para o ente lesado, no caso a União, e a autoridade
responsável por representar o lado brasileiro devesse ser o Ministério da
Justiça – conforme prevê o MLat, citado no acordo do MPF com a Petrobras.
Para Carvalhosa, deixar o dinheiro com o MPF seria positivo,
"pois daria à sociedade brasileira a possibilidade de gerir recursos sem a
conspiração do governo e do STF de acabar com a ‘lava jato’", declara.
Carta do ex-presidente Lula aos comitês Lula Livre
Em carta enviada ao Encontro Nacional Lula Livre, o
ex-presidente fala sobre sua prisão política, o lawfare da Justiça e agradece
todo apoio dado pela militância
Meus amigos e minhas amigas,
Quero, em primeiro lugar, agradecer a solidariedade e o
carinho que tenho recebido do povo brasileiro e de lideranças de outros países,
neste quase um ano em que me encontro preso injustamente. Agradeço
especialmente aos companheiros da vigília em Curitiba, que me confortam todos
os dias, aos companheiros que constituem os comitês Lula Livre dentro e fora do
Brasil, aos advogados, juristas, intelectuais e cidadãos democratas que se
manifestam pela minha libertação.
A força que me faz resistir a essa provação vem de vocês e
da convicção de que sou inocente. Mas resisto principalmente porque sei que
ainda tenho uma missão importante a cumprir neste momento em que a democracia,
a soberania nacional e os direitos do povo brasileiro são ameaçados por
interesses econômicos e políticos poderosos, inclusive de potências
estrangeiras.
Como sempre fiz em minha vida, e lá se vão mais de 45 anos
de atividade sindical e política, encaro essa missão como um desafio coletivo.
A luta que faço para ter um julgamento justo, em que minha inocência seja
reconhecida diante das provas irrefutáveis da defesa, só faz sentido se for
compreendida como parte da defesa da democracia, da retomada do estado de
direito e do projeto de desenvolvimento com inclusão social que o país quer
reconstruir.
A cada dia que passa fica mais claro para a população e para
a opinião pública internacional que fui condenado e preso pelo único motivo de
que, livre e candidato, seria eleito presidente pela grande maioria da
população. Minha candidatura era a resposta do povo ao entreguismo, ao abandono
dos programas sociais, ao desemprego, à volta da fome, a todo o mal implantado
pelo golpe do impeachment. É uma luta que temos de levar juntos, em nome de
todos.
Para me tirar das eleições, montaram uma farsa judicial com
a cobertura dos grandes meios de comunicação, tendo a Rede Globo à frente.
Envenenaram a população com horas e horas de noticiário mentiroso, em que a
Lava Jato acusava e minha defesa era menosprezada, quando não era simplesmente
censurada. A Constituição e as leis foram desrespeitadas, como se houvesse um
código penal de exceção, só para o Lula, no qual meus direitos foram
sistematicamente negados.
Como se não bastasse me prender, por crimes que jamais
cometi, proibiram que eu participasse dos debates e das sabatinas no processo
eleitoral; proibiram minha candidatura, contrariando a lei e a ONU; proibiram
que eu desse entrevistas, proibiram até que eu comparecesse ao velório de meu
irmão mais velho. Querem que eu desapareça, mas não é de mim que têm medo: é do
povo que se identifica com nosso projeto e viu em minha candidatura a esperança
de recuperar o caminho de uma vida melhor.
Dias atrás, ao me despedir do meu querido neto Arthur, senti
todo o peso da injustiça que atingiu minha família. O pequeno Arthur foi
discriminado na escola por ser meu neto e sofreu muito com isso. Então, prometi
a ele que não vou descansar até que minha inocência seja reconhecida num
julgamento justo.
Na emoção daquele momento, recordo-me de ter dito: “Vou te
mostrar que os verdadeiros ladrões são os que me condenaram”. Pouco depois, o
jornalista Luís Nassif revelou ao público o acordo ilegal e secreto entre os
procuradores da Lava Jato, a 13a. Vara Federal de Curitiba, o governo dos
Estados Unidos e a Petrobras, envolvendo uma quantia de 2,5 bilhões de reais.
Essa quantia foi tomada à maior empresa do povo brasileiro
por uma corte de Nova Iorque, com base em delações levadas a eles pelos
procuradores do Brasil.
E eles foram lá aos Estados Unidos, com a cobertura do então
procurador-geral da República, para fragilizar ainda mais uma empresa que é alvo
de cobiça internacional.
Em troca dessa fortuna, a Lava Jato se comprometeu a
entregar ao estrangeiro os segredos e informações estratégicas da nossa
Petrobras.
Não se trata de convicções, mas de provas concretas:
documentos assinados, atos de ofício de autoridades públicas. Estes moralistas
sem moral ocupam hoje altos cargos no governo que só foi eleito porque eles
impediram minha candidatura. Mas quem está preso é o Lula, que nunca foi dono
de apartamento nem de sítio, que nunca assinou contratos da Petrobras, que
nunca teve contas secretas como essa fundação que foi descoberta agora.
Mais do que manifestar indignação com esses fatos, quero
dizer a vocês que o tempo está revelando a verdade. Que não podemos perder a
esperança de que a verdade vencerá, e ela está do nosso lado. Por isso, peço a
cada um e a cada uma que fortaleçam cada vez mais a nossa luta pela democracia
e pela justiça. E só vamos alcançar esses objetivos defendendo os direitos do
povo e a soberania nacional, porque foi contra estes valores que fizeram o
golpe e interferiram na eleição. Foi para entregar nossas riquezas e reverter
as conquistas sociais. Que os comitês Lula Livre tenham isso bem claro e atuem
cada vez mais na sociedade, nas redes, nas escolas e nas ruas.
Tenho fé em Deus e confiança em nossa organização para
afirmar com muita certeza: nosso reencontro virá. E o Brasil poderá sonhar
novamente com futuro melhor para todos.
Muito obrigado, e vamos à luta, companheiros e companheiras.
247- com Instituto Lula - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva recebeu o prêmio de Direitos Humanos George
Meany-Lane Kirkland 2019. A homenagem foi concedida pela Federação Americana do
Trabalho e Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO), a maior central
operária dos Estados Unidos e Canadá. O prêmio leva o nome de George Meany-Lane
Kirkland, ex-presidente da central sindical, e começou a ser entregue no ano de
seu falecimento, 1999.
"A AFL-CIO reconhece as décadas de luta de Lula para
avanço dos direitos dos trabalhadores, fortalecimento da democracia brasileira, e
sua luta para maior igualdade e justiça no mundo. As mulheres e homens da
AFL-CIO concedem este prêmio a Lula e prometem continuar na nossa solidariedade
com a luta por justiça e democracia no Brasil e no mundo."
No texto em que explica a escolha, a central denuncia a
prisão injusta e sem provas de Lula, e recorda as conquistas que o Brasil e o
povo brasileiro alcançaram durante seus mandatos.
Mantido como preso político desde abril de 2018, o
ex-presidente Lula é candidato ao Prêmio Nobel da Paz. Já são mais de 600 mil
pessoas que assinaram o manifesto aberto pelo arquiteto e ativista de direitos
humanos Adolfo Pérez Esquivel para que o ex-presidente seja indicado a receber
a premiação. Na primeira fase da campanha, o ex-presidente conseguiu apoio de
todas as categorias, incluindo chefes de Estados e ganhadores do prêmio em
outras edições. Esse tipo de apoio foi feito direto no site do Comitê
Norueguês, organizador do Nobel (leia mais).
Leia, abaixo, a íntegra do texto da Federação Americana do
Trabalho e Congresso de Organizações Industriais:
Como migrante, trabalhador, líder sindical e visionário
político, Luiz Inácio Lula da Silva passou sua vida lutanto por democracia e
pelos direitos dos trabalhadores e comunidades excluídas no Brasil. Como
presidente, de 2003 a 2010, Lula resgatou milhões de pessoas da pobreza e
estendeu o acesso à educação superior e à habitação a milhares de cidadãos de
baixa renda. Ele se tornou um líder respeitado em todo o mundo por aqueles que
acreditam que uma economia global sustentável depende de uma melhor distribução
da prosperidade. Por isso, a AFL-CIO honra Luiz Inácio Lula da Silva com seu
prêmio de direitos humanos George Meany-Lane Kirkland.
Em seu compromisso para ampliar o acesso a uma vida decente
e a direitos básicos, Lula tem sido fiel às suas origens no carente Nordeste
brasileiro, onde viveu antes de migrar para São Paulo com sua mãe e irmãos.
Como líder de um importante sindicato metalúrgico no fim dos anos 70, ele
conduziu trabalhadores que enfrentavam a ditatura no país para demoracratizar
locais de trabalho e sindicatos. Lula foi um personagem crucial na ampla
aliança de movimentos sociais de massa, artistas e intelectuais, mulheres e
homens, e brasileiros de todas as raças, que restabeleceu a democracia no
Brasil em 1985.
Naquela jovem democracia, Lula lutou sem descansar para
colocar o maior número possível de pessoas numa situação de igualdade de
direitos e de uma vida decente que um país tão grande quanto o Brasil poderia
oferecer a seu povo. Durante sua Presidência, o Brasil apresentou progresso
concreto e consistente em termos de inclusão social, e todos os brasileiros
prosperaram. Mas desde 2015, opositores a tal progresso aproveitaram a retração
econômica, o ressentimento da elite por ter perdido o controle do país e o
preconceito contra muitos de seus cidadãos para levar o país para trás,
congelando os investimentos em educação e saúde por vinte anos, minando
direitos trabalhistas, revertendo avanços em igualdade racial e de gênero,
ameaçando a floresta amazônica e povos indígenas e semeando o ódio e medo em
seus discursos e ações.
Para avançar sua agenda, esta elite minou as frágeis
instuições democráticas brasileiras, especialmente o Judiciário, e tomou
medidas extraordinárias e ilegais para impedir que Lula concorresse à eleição
presidencial em outubro de 2018, quando pesquisas apontavam sua vitória. Desde
7 de abril de 2018, Lula é um prisioneiro político, condenado por "atos
oficiais não especificados" tendo como prova contra ele apenas informações
originadas em delações premiadas sem documento. Contrariamente à Constituição
brasileira, ele permanece preso enquanto recursos ainda estão sendo examinados
e foi impedido de comparecer ao funeral de seu irmão, embora o Brasil permita
tais saídas a milhares de prisioneiros todos os meses. Enquanto estava preso
durante a ditadura nos anos 70, Lula teve mais acesso a seus direitos do que no
Brasil de hoje.
O crime de Lula foi ter a audácia de tirar mais de 30
milhões de pessoas da pobreza e desafiar os privilégios da poderosa elite que
há muito age como se fosse dona do Brasil. Durante este período difícil, a
mensagem de Lula e do amplo movimento social que ele e seus aliados construíram
permanece clara: a luta continua.
A AFL-CIO junta-se ao Comitê de Direitos Humanos das Nações
Unidas no pedido para que os direitos políticos integrais de Lula sejam
restaurados, e nos unimos com o movimento trabalhista global na demanda para
que Lula seja absolvido imediatamente e liberado de uma perseguição política
profundamente injusta.
Lula e os vibrantes movimentos sociais brasileiros continuam
tanto como atores reais na luta diária por justiça social no Brasil, assim como
símbolos da esperança que todos compartilhamos por um retorno da democracia em
muitos países que atualmente passam por períodos sombrios de aumento da
desigualdade e ódio contra migrantes, trabalhadores, e líderes e visionários
comprometidos com justiça social.
A AFL-CIO reconhece as décadas de luta de Lula para avanço
dos direitos dos trabalhadores, fortalecimento da democria brasileira, e sua
luta para maior igualdade e justiça no mundo. As mulheres e homens da AFL-CIO
concedem este prêmio a Lula e prometem continuar na nossa solidariedade com a
luta por justiça e democracia no Brasil e no mundo.
O reconhecimento de Lula é grande. O presidente que deu ao Brasil respeito internacional e que fez da classe trabalhadora brasileira protagonista do desenvolvimento do nosso país. Viva Lula!#LulaLivrehttps://t.co/Qo1YxcsV8m
247 - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal,
fez nesta quinta-feira, 14, duras críticas aos procuradores da Lava Jato por
conta do acordo da Petrobrás com o Departamento de Justiça dos EUA, pelo qual a
Petrobrás destinaria R$ 2,5 bilhões a uma fundação comandada pela Lava Jato.
Para Gilmar, a 'fundação anticorrupção' tinha como objetivo
financiar eleições futuras. "Sabe-se lá o que podem estar fazendo com esse
dinheiro", disse ele durante a sessão em que o STF decide se a competência
para julgar crimes comuns conexos a crimes eleitorais é da Justiça Eleitoral ou
Federal. Nas investigações da Lava Jato, a maioria dos políticos começou a ser
investigada na esfera federal e responde pelos crimes de corrupção, lavagem de
dinheiro e caixa 2 de campanha.
Em sua fala, Gilmar faz críticas aos integrantes da
força-tarefa da Lava Jato. "Combate à corrupção tem que se fazer dentro da
lei. Veja essa fundação (acordo com Petrobras): R$2,5 bi apropriados. Seria a
fundação mais poderosa do Brasil. É a corrida do ouro", diz ele.
O ministro disse que o que se trava é uma "disputa de
poder". "Quer constranger, amedrontar. Mas fantasma e assombração
aparecem para quem nele acredita. São métodos que não honram as
instituições", disse o ministro. "Isto é um modelo ditatorial. Se
eles estudaram em Harvard, são uns cretinos, não sabem o que é processo
civilizatório", disparou.
Leia, abaixo, matéria da Agência Brasil sobre o assunto:
Gilmar é a favor de a Justiça Eleitoral julgar corrupção com
caixa 2
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes
votou hoje (14) a favor da competência da Justiça Eleitoral para investigar
casos de corrupção quando envolverem simultaneamente caixa 2 de campanha e
outros crimes comuns, como corrupção e lavagem de dinheiro.
A Corte começou a definir ontem (13) se a competência para
julgar crimes comuns conexos a crimes eleitorais é da Justiça Eleitoral ou
Federal. Nas investigações da Operação Lava Jato, a maioria dos políticos
começou ser investigada na esfera federal e responde pelos crimes de corrupção,
lavagem de dinheiro e caixa 2 de campanha.
Até o momento, o placar do julgamento está em 5 votos a 4
contra o envio desses casos para a Justiça Eleitoral. Para a maioria formada
até agora, esses processos devem ser julgados pela Justiça Federal, como vem
ocorrendo.
Em seu voto, Gilmar Mendes negou que a questão do envio de
casos de corrupção conexos com caixa 2 para a Justiça Eleitoral tenha começado
na Segunda Turma do STF, responsável pelos julgamentos da Lava Jato. Segundo o
ministro, pela jurisprudência da Corte, a Justiça Eleitoral é responsável pelos
julgamentos de crimes conexos.
O ministro também fez críticas aos procuradores da
força-tarefa da investigação e à criação do fundo pela força-tarefa da Lava
Jato e o governo dos Estados Unidos para ressarcimento dos prejuízos causados a
investidores norte-americanos pelos casos de corrupção na Petrobras.
"O que se trava aqui é uma disputa de poder que sequer
ganha fórceps de constranger, amedrontar as pessoas. São métodos que não honram
instituições", disse.
Gilmar Mendes também condenou críticas feitas por
integrantes da Lava Jato aos ministros da Corte. "Quem encoraja esse tipo
de coisa? Quem é capaz de encorajar esse tipo de gente, gentalha, despreparada,
não tem condições de integrar um órgão como o Ministério Público",
afirmou.
Caso
A questão é decidida com base no inquérito que investiga o
ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes e o deputado federal Pedro Paulo
Carvalho Teixeira (DEM-RJ) pelo suposto recebimento de R$ 18 milhões da
empreiteira Odebrecht para as campanhas eleitorais.
Segundo as investigações, Paes teria recebido R$ 15 milhões
em doações ilegais no pleito de 2012. Em 2010, Pedro Paulo teria recebido R$ 3
milhões para campanha e mais R$ 300 mil na campanha à reeleição, em 2014.
Os ministros julgam recurso protocolado pela defesa dos
acusados contra decisão individual do ministro Marco Aurélio, que enviou as
investigações para a Justiça do Rio. Os advogados sustentam que o caso deve
permanecer na Corte, mesmo após a decisão que limitou o foro privilegiado para
as infrações penais que ocorreram em razão da função e cometidas durante o
mandato.
Em Ação Popular ingressada na Justiça Federal do Rio de
Janeiro, o Coordenador da FUP, José
Maria Rangel, cobra a anulação do "acordo" firmado entre a Petrobrás
e o Ministério Público Federal (MPF), no qual R$ 2,5 bilhões, de origem
pública, são desviados da estatal em favor de uma futura entidade de direito
privado, a ser criada pelo próprio MPF.
A Ação denuncia Deltan Dallagnol e os demais procuradores da
Lava Jato, que assinaram o acordo flagrantemente lesivo à Petrobrás. O assessor
jurídico da FUP, Normando Rodrigues, destaca que os procuradores ainda “se
ufanam de ter devolvido à Petrobrás R$ 3,24 bilhões, dos quais agora tomam de
volta R$ 2,5 bilhões”.
“Assim a vítima do crime (Petrobrás) faz um acordo com o
investigador do crime (MPF), que custa à vitima 77% do dinheiro que lhe foi
devolvido”, explica Normando.
O coordenador da FUP pleiteia na Ação Popular que os
procuradores da Lava Jato devolvam à Petrobrás os R$ 2,5 bilhões depositados em
função do acordo.
O processo tramita em vara federal subordinada ao TRF2, no Rio
de Janeiro.
Acordo lesivo e subalterno
Em nota, o escritório jurídico Normando Rodrigues, que
distribuiu a Ação, destaca que o "pacto de R$ 2,5 bilhões" não foi
criado entre o MPF e a Petrobrás. “Os
dois atuam como joguetes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ),
que impôs à subalterna gestão de Pedro Parente um bilionário e prejudicial
acordo judicial-administrativo, supostamente em favor dos acionistas da Bolsa
de Nova Iorque”, afirma o assessor da FUP.
“Estranhamente, os tais acionistas abririam mão de
procedimentos nos quais tentavam responsabilizar a Petrobrás pela queda no
preço das ações, desde que a estatal direcionasse 80% do que se comprometeu a
pagar, nos EUA, para este novo acordo entre a Empresa e o MPF. Ou seja:
cumpre-se um acordo americano, sem processo, debate, ou qualquer previsão legal
brasileira”, ressalta a nota do escritório Normando Rodrigues.
#DallagnolNaCadeia
Tacla Duran denuncia esquema de venda de sentenças em delações premiadas da Lava-Jato envolvendo Moro, Zuccoloto (amigo do Moro) e #DD entre outros da "turma de Curitiba" pic.twitter.com/BM7liJuGk8
DCM-Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos, um dos assassinos que
atacaram a Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, na Grande São
Paulo, era fã de Walking Dead, a série sobre zumbis, de pistolas, de facas, de
Bolsonaro — e da morte.
Pouco antes do atentado, “Guilherme Alan”, como se
identificava no Facebook, publicou trinta fotos em que vestia roupas negras e a
máscara de caveira com as quais se suicidou após o massacre.
Ele curtia páginas como “Um amor: Armas”, “Eu Amo Armas” e
“Portal Armas de Fogo”.
Compartilhava fotos também de facas, arsenais, bombas e
vídeos de atiradores.
Estava num grupo de 13 mil membros dedicado a adeptos da
cutelaria. Morreu com os objetos de desejo.
Em 2018, fez campanha para Jair Bolsonaro.
Republicou uma imagem de Bolsonaro abraçado a policiais e a
legenda “O meu candidato é apoiado pela polícia, o seu é procurado por ela”.
Entusiasta da página oficial de JB, deu like em várias
postagens indigentes e odientas envolvendo Lula.
Compartilhou uma postagem de Eduardo Bolsonaro com um
retrato de um cabo morto e, embaixo, homens na cadeia.
“Para quem tem pena de bandido assassino”, escreveu Eduardo.
Numa foto de que Guilherme gostou, Eduardo aparece com o que
parece ser um fuzil e os dizeres: “Às vezes me pego pensando, por que o MST
nunca invadiu minha propriedade?”.
Seguia contas fascistoides como Bolsonaro Opressor 2.0,
especializada em difamação, calúnia e papagaiada raivosa contra
“esquerdopatas”.
Marielle Franco também não era poupada por Guilherme.
Junto com seu comparsa Luiz Henrique de Castro, de 26 anos,
frequentou comunidades extremistas para juntar dicas para executar seu plano.
Num fórum chamado Dogolochan, trocaram informações com
outras pessoas.
O Dogolochan foi criado em 2013 por um hacker chamado
Marcelo Valle Silveira Mello.
Conhecido como Psy ou Batoré, Mello foi a primeira pessoa
condenada na Justiça brasileira por crime de racismo na internet em 2009.
Pegou um ano e dois meses de prisão. É criador de uma
criptomoeda em homenagem a Bolsonaro.
O fórum de extrema direita é um esgoto aberto para racismo,
xenofobia, misoginia e toda espécie de sociopatia.
O administrador deu detalhes de como ajudou os dois a
conseguir armas e descreve Guilherme como “um bom garoto que acabou descobrindo
da pior forma possível que brincadeiras podem se tornar pesadelos reais”.
O Brasil é um país doente, governado por um adorador da
violência, amigo das milícias, que acha normal o filho visitá-lo com uma Glock
no hospital, dividir com os brasileiros um vídeo de golden shower, ameaçar
levar seus adversários para “a ponta da praia” — noves fora tudo.
OLHAR DIGITAL: Justiça determina suspensão do jogo
'Bolsomito 2k18' após pedido de MP
Lançado no dia 5 de outubro, dois dias antes do primeiro
turno, o “Bolsomito 2K18” coloca o agora presidente eleito Jair Bolsonaro em
luta corporal contra grupos opositores. Entre os alvos, estão pessoas negras,
população LGBT, eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT), integrantes do MST
e outros. No trailer, há inclusive uma cena que insinua que o protagonista
atropela e mata seus adversários com um caminhão.
Depois dessa apreensão na casa ao lado, alguém ainda acredita que esse vídeo foi feito nos USA! Tenha dó! Bolsonaro um Governo de Milícias!Retuitem. pic.twitter.com/pPDwIj1YUg
O facebook tirou do ar as páginas dos assassinos de Suzano, pois os dois eram fervorosos bolsonaristas. Se fossem lulistas, a Globo estaria interrompendo novela para anunciar.
Hoje,antes da tragédia em Suzano,Bolsonaro novamente dá mau exemplo aos brasileiros ao dizer que dorme com arma do lado da cama no Palácio do Alvorada.
Sempre incentivando a violência.
Lamentável a atitude do vizinho do assassino de Marielle! #ArmasNãohttps://t.co/IensizyzFi
Em Suzano, população cai na real e vaia Doria, governador de São Paulo
Doria banalizou a violência na campanha eleitoral, quando defendeu armas, ao lado de Bolsonaro. A população acordouhttps://t.co/Q4qaeUYcJ6
Armas estavam numa casa no Méier, na zona norte do Rio. Elas
estavam sem o cano e foram encontradas em busca e apreensão nesta manhã de
terça-feira.
G1 - A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio de
Janeiro encontrou 117 fuzis incompletos, do tipo M-16, na casa de um amigo do
policial militar Ronnie Lessa no Méier, na Zona Norte do Rio.
De acordo com investigações da DH e Ministério Público,
Lessa foi responsável por atirar na vereadora Marielle Franco e no motorista
Anderson Gomes no dia 14 de março de 2018.
As armas, todas novas, estavam desmontadas em caixas em um
guarda-roupas - só faltavam os canos. Assista o vídeo das M16 no G1
O dono da casa, Alexandre Mota de Souza, afirmou para os
policiais que Ronne, seu amigo de infância, entregou as caixas, e pediu para
guardá-las e não abrí-las.
"Alexandre é amigo do Lessa há anos e ele fez apenas um
favor em colocar essas encomendas, porque ele não sabia do que se tratava, no
seu apartamento. Ele ficou surpreso ao saber do conteúdo, mas ele não tem nada
a ver com esse episódio lamentável da vereadora", disse seu advogado.
No Méier, os policiais encontraram grande quantidade de
armas - incluindo fuzis - e munição em um endereço, segundo a polícia, ligado
ao ex-policial Ronnie Lessa.
Os agentes também acharam R$ 112 mil na operação, sendo R$
50 mil na casa dos pais de Ronnie e R$ 60 mil em seu carro.
"Dá para fazer muito fuzil", diz um dos agentes
que participam da ação. A Divisão de Homicídios da Polícia Civil encontrou o
arsenal em caixas, espalhadas em armários e em cômodos de uma casa no Méier, na
Zona Norte do Rio. A polícia investiga se Lessa trafica armas e escondia lá o
material.
Quem mandou matar Marielle e Anderson? É preciso q a Câmara instale CPI das Milícias p/ apurar envolvimento de atores políticos no crime. Que o Senado abra investigação sobre Sen. Flávio Bolsonaro. Peço q @ONUBrasil, @anistiabrasil e a OEA acompanhem.#QuemMandouMatarMariellepic.twitter.com/yM95uuXmQ1
O momento em que o delegado responsável pelo caso do assassinato de Marielle Franco confirma que a filha do suspeito de ser o autor dos disparos namorou um dos filhos de @jairbolsonaro
247 - O jornal O Estado de S. Paulo criticou neste domingo,
10, o acordo da Petrobrás com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos,
pelo qual a estatal destina R$ 2,5 bilhões a uma fundação privada capitaneada
pelo procurador Deltan Dallagnol.
Em editorial, o jornal paulistano lembra que a Constituição
de 1988 não dá competência ao Ministério Público para definir o destino de
recursos econômicos.
"A Constituição de 1988 foi generosa com o Ministério
Público, assegurando-lhe importantes prerrogativas, precisamente para que ele
pudesse cumprir a contento sua importante missão. No entanto, parece que alguns
veem as prerrogativas constitucionais do MP como autorização para fazer o que
bem entendem. A isso se dá o nome de bagunça", diz o jornal.
Leia, abaixo, o texto na íntegra:
Bagunça não é prerrogativa
Ao Ministério Público compete defender a ordem jurídica, o
regime democrático e os interesses sociais e individuais indisponíveis, como
determina a Constituição de 1988. Não é sua competência definir o destino de
recursos econômicos, sejam eles públicos ou privados. Por isso, causam
preocupação algumas ingerências do Ministério Público Federal (MPF) na
determinação do uso de dinheiro recuperado em casos de corrupção e outros
crimes. Tal modo de atuar não apenas invade a competência de outros Poderes,
mas revela uma confusão sobre o papel que a instituição tem.
No final de fevereiro, o ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Edson Fachin rejeitou pedido da Procuradoria-Geral da República
para que R$ 71,6 milhões referentes ao acordo de delação de João Santana,
ex-marqueteiro do PT, fossem destinados ao Ministério da Educação.
Não cabe ao Ministério Público ou ao Poder Judiciário
definir como esse dinheiro será utilizado. Tal competência é da União. "A
multa deve ser destinada à União, cabendo a ela, e não ao Poder Judiciário,
inclusive por regras rigorosas de classificação orçamentária, definir, no
âmbito de sua competência, como utilizará essa receita", disse o ministro
Edson Fachin na decisão.
Outro caso recente em que o Ministério Público extrapolou
suas funções ocorreu em Curitiba. A força-tarefa da Lava Jato celebrou um
acordo com a Petrobrás para criar um fundo de investimento social voltado a
projetos "que reforcem a luta da sociedade brasileira contra a
corrupção". O fundo seria alimentado com recursos de penalidades impostas
à Petrobrás e sua gestão ficaria a cargo de uma fundação de direito privado. No
caso, são penalidades impostas num acordo celebrado com autoridades
norte-americanas.
O Ministério Público não tem competência para definir onde e
como essas receitas serão usadas. Tamanha é a confusão de funções que, no
acordo, o MPF se compromete a "buscar meios para a constituição de uma
fundação privada, inclusive a redação de sua documentação estatutária, (...)
para conferir o máximo de efetividade às finalidades do acordo".
O acordo com a Petrobrás define ainda que "o Ministério
Público Federal no Paraná e o Ministério Público do Paraná terão a
prerrogativa, em assim desejando, de ocupar um assento cada no órgão de
deliberação superior da fundação mantenedora, que serão preenchidos por
indicação, respectivamente, do procurador-geral da República e do
procurador-geral de Justiça". Ou seja, o Ministério Público Federal
passaria a participar da gestão de uma fundação de direito privado, o que
logicamente extrapola as funções constitucionais da instituição.
Não há dúvida de que a Petrobrás tem direito de criar um
fundo para projetos sociais e educativos. Precisamente porque ela tem esse
direito, a empresa pôde celebrar um acordo com autoridades norte-americanas,
destinando uma parcela das indenizações a um fundo com fins educativos a ser
criado no Brasil. Mas o Ministério Público não tem competência para participar
da criação desse fundo e tampouco de sua gestão. É, portanto, muito estranho
que a Justiça Federal de Curitiba tenha homologado o tal acordo entre MPF e
Petrobrás.
Diante das críticas ao fundo, o MPF esclareceu que os
recursos não serão destinados ao Ministério Público. "Será uma fundação a
ser criada que fará essa gestão", disse o procurador da República Paulo
Roberto Galvão. O problema não é o destino em si dos recursos – se vai para
educação ou para projetos sociais, etc. A questão é que membros do Ministério
Público parecem ter perdido a noção de seu papel institucional. A função para a
qual são pagos é a defesa da ordem jurídica. E não há respeito à ordem jurídica
quando membros do Ministério Público pretendem definir políticas públicas,
orientar o destino de recursos financeiros ou participar de entidades privadas.
A Constituição de 1988 foi generosa com o Ministério
Público, assegurando-lhe importantes prerrogativas, precisamente para que ele
pudesse cumprir a contento sua importante missão. No entanto, parece que alguns
veem as prerrogativas constitucionais do MP como autorização para fazer o que
bem entendem. A isso se dá o nome de bagunça.
"TODA AQUELA 'DEDICAÇÃO' DO DALLAGNOL, FAZENDO ATÉ 'JEJUM' PELA PRISÃO DE LULA, TINHA UMA BOA EXPLICAÇÃO: - - - 2,5 BILHÕES A SEREM ROUBADOS DA PETROBRAS EM FAVOR DO TIO SAM.
Vale a pena ver: Requião fala sobre a fundação privada dos promotores da Lavajato que vai levar R$ 2,5 bi da Petrobras. “Uma patifaria”, resume. Assista ao vídeo de 3’41’’. Se gostar e achar importante, por favor compartilhe com suas amigas e seus amigos. Obrigado. pic.twitter.com/t9gEiLS8iH