Delatores apontam cinco novas contas de Eduardo Cunha no exterior
ONG denuncia facilidade em lavar dinheiro nos EUA
Washington, 1 Fev 2016 (AFP) - A ONG Global Witness realizou
entrevistas com câmeras escondidas com 13 advogados de Nova York para denunciar
a facilidade com que o dinheiro potencialmente sujo pode ser transferido e
administrado nos Estados Unidos através de empresas de fachada.
Um membro da ONG se fez passar pelo assessor de um ministro
de um país africano que havia acumulado vários milhões de dólares a partir de
concessões de mineração e queria transferir esse dinheiro discretamente para os
Estados Unidos para comprar um jato particular, um iate ou uma casa.
"Criamos deliberadamente uma situação que dava origem à
suspeita", explica a Global Witness em seu site.
Todos os advogados, exceto um, foram benevolentes e
sugeriram a criação de empresas de fachada nos Estados Unidos, a fim de ocultar
o patrimônio do ministro, assegurou a organização.
"Você cria uma empresa em Delaware que será dona do bem
imobiliário", declarou um deles nessas conversas filmadas sem seu
conhecimento e que a Global Witness publicou na internet.
Vários estados americanos, incluindo Delaware, oferecem a
possibilidade de criar empresas de fachada sem que o nome do beneficiário final
seja conhecido ou comunicado às autoridades.
"Este é um dos lugares no mundo onde você pode fazer
isso legalmente", afirma Global Witness.
Durante as entrevistas, muitos advogados chegaram a propor
que o dinheiro do falso ministro africano fosse enviado através das contas
bancárias de seus escritórios, a fim de evitar suspeitas entre as autoridades.
Apenas um deles rejeitou o falso representante. "Isso
não é para mim, os meus padrões são mais elevados", declarou o advogado
Jeffrey Herrmann, que também se recusou a recomendar o cliente falso a outros
colegas. "Eles se sentiriam insultados", disse ele.
Justiça francesa confirma acusação do HSBC por fraude fiscal
Paris, 1 Fev 2016 (AFP) - A corte de apelações de Paris
confirmou nesta segunda-feira a acusação, em abril de 2015, do banco britânico
HSBC por fraude fiscal, indicaram à AFP fontes ligadas ao caso.
O HSBC foi responsabilizado por cumplicidade na ocultação de
fraude fiscal e por cumplicidade em venda ilícita. Os juízes consideram que o
banco não vigiou suficientemente sua filial suíça, a HSBC Private Bank, acusada
de ter posto em andamento um sistema de evasão fiscal dirigido em particular a
clientes franceses.
"Estamos decepcionados com o resultado do processo de
apelação. Continuaremos nos defendendo vigorosamente", anunciou a HSBC
Holdings Plc em um comunicado.
Em abril, os juízes financeiros impuseram uma fiança de um
bilhão de euros ao HSBC, mas em junho, a quantia foi reduzida até 100 milhões
de euros pela sala de instruções da corte de apelações de Paris.
Os investigadores estão convencidos de que a filial suíça do
HSBC propôs entre 2006 e 2007 aos seus clientes várias operações e esquemas
financeiros através de paraísos fiscais para dissimular sua renda perante o
fisco. Também acreditam que ajudavam os clientes a escapar de uma diretriz
europeia para tributar a renda da poupança.
O caso teve início em 2008, quando um ex-analista de
sistemas do HSBC Suíça, Hervé Falciani, entregou à França arquivos roubados,
que depois permitiram abrir várias investigações também na Espanha e na
Bélgica, entre outros países europeus.
Há um ano, uma rede mundial de periódicos (denominada'Swissleaks') acusou o HSBC de ter escondido na Suíça, entre 2006 e 2007, cerca
de 180 bilhões de euros de clientes ricos para evitar que pagassem impostos em
seus respectivos países.












