Fonte: tvi24
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou, na
segunda-feira, que a Rússia enviou 300 toneladas de ajuda humanitária para os
venezuelanos, que deverá chegar na quarta-feira ao país.
- Todos os dias temos assistência humanitária internacional. Na quarta-feira vão chegar 300 toneladas de ajuda e assistência humanitária da Rússia", disse.
Nicolás Maduro falava em Caracas, num conselho presidencial
de ciência, tecnologia e inovação, durante o qual voltou a rejeitar a ajudahumanitária oferecida pelos Estados Unidos, e outros países, que se encontra na
Colômbia, Brasil e no Curaçau, à espera de autorização para entrar no país.
- Vão chegar ao Aeroporto de Maiquetía (o principal do país) medicamentos de alto custo para ajudar o povo. Isso sim, já pagámos, com a nossa mão, com a ajuda da Rússia, da Turquia, da China e da ONU", disse.
Referindo-se à ajuda norte-americana, Maduro acrescentou:
"Roubaram-nos 30 milhões (de dólares em contas congeladas devido a sanções
impostas pelos EUA) e oferecem-nos 20 milhões, em comida podre,
contaminada".
- Não somos mendigos de ninguém nem vamos fazer da Venezuela honorável uma Venezuela de mendigos. Não vamos aceitar. Aqui há suficiente dignidade, subestimam a dignidade de um povo", frisou.
Por outro lado, precisou que "há países que através da
ONU estão a oferecer apoio" à Venezuela e que Caracas respondeu
"muito, ordenadamente, com o seu certificado".
Para tal, Caracas vai entregar uma listagem de medicamentos
e princípios ativos (dos medicamentos) que os venezuelanos necessitam.
Rússia enviará legalmente 300 toneladas de ajuda humanitária para a Venezuela
Presidente Nicolas Maduro anunciada chegada de 300 toneladasde ajuda humanitária russa
Editora-chefe do RT e Sputnik comenta bloqueio de materiaisligados à Rússia pelo Facebook
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| Sputnik Brasil |
- O bloqueio pelo Facebook de vários projetos do canal RT após uma reportagem da CNN é um confronto geopolítico evidente, segundo a editora-chefe da Sputnik e do RT, Margarita Simonyan.
Denúncia do WikiLeaks: Agências de Espionagem dos EUA
Ameaçam a Soberania da América Latina.
O fundador do site de denúncias WikiLeaks diz que as
agências de espionagem dos EUA representam uma ameaça para a soberania das
nações latino-americanas, uma vez que esses países dependem de tecnologias de
telecomunicações norte-americanas.
Julian Assange disse através de uma videoconferência na
Universidade da República do Uruguai que: A dependência da América Latina em
hardware e na manipulação de tráfego controlada por Washington era uma fonte de
vulnerabilidade através das agências de espionagens dos EUA, inclusive a CIA, a
Agência de Segurança Nacional (ASN) e o FBI. Informou o jornal Rússia Hoje,
nessa sexta-feira.
"A penetração da internet em todas as facetas da
sociedade, substituindo o correio tradicional, telefone e até mesmo a interação
física entre indivíduos, colocou nas mãos dos EUA a informação fornecida pelas
telecomunicações para a maioria da humanidade", disse Assange.
O fundador do WikiLeaks referiu-se à crescente popularidade
das redes sociais e produtos oferecidos por empresas como o Google, dizendo que
os países latino-americanos, sem saber, transferem arquivos pessoais (perfis de
seus cidadãos) em sistemas de computador dentro de enormes servidores no Estado
da Califórnia, nos EUA. Esses perfis são controlados pelo Google, Facebook,
Yahoo e outros.
"Estes são controladas direta ou indiretamente por meio
de mecanismos, legais ou não, através dos serviços de inteligência dos Estados
Unidos e as organizações periféricas."
As observações vêm poucos dias depois da Associação da
Imprensa dizer que o Departamento de Justiça dos EUA tinha secretamente
acessado há dois meses registros telefônicos de seus repórteres e editores.
Assange acrescentou que o governo dos EUA não tinha
"demonstrado escrúpulos em seguir suas próprias leis em interceptar essas
linhas telefônicas para espionar até mesmo seus próprios cidadãos".
Ele disse ainda que "não existem" leis nos Estados
Unidos para evitar que "espione cidadãos de países estrangeiros".


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