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Disse-nos
Marx que o problema central do manuscrito Para a Crítica da Filosofia do
Direito de Hegel está na relação entre o Estado e a sociedade civil. Segundo
Hegel, o Estado encontra-se num grau de desenvolvimento superior ao da
sociedade civil, e determina-a. Marx tem
uma tese oposta: a sociedade civil é premissa do Estado. "No seu cume
supremo, a constituição política é a constituição da propriedade privada";
e apesar de para ele a propriedade privada ser entendida sobretudo no plano
jurídico, já aponta para uma compreensão mais ampla do fundamento material para
a explicação das instituições sociais e políticas. Criticava Hegel por ele
"fazer passar aquilo que é, por essência do Estado". Marx dizia que a
democracia é a autodeterminação do povo e a sua lei fundamental é a existência
humana, isto é, os interesses do homem, do povo. A democracia é a verdade de
cada Estado, o objetivo ideal, a finalidade do seu desenvolvimento.
- Apenas sob um regime de democrático o homem deixará de ser um joguete nas mãos de forças por ele próprio criado-as instituições políticas - para passar a ser senhor delas, só nessas condições o estado não só se opões ao novo, mas é "uma força de existência particular do povo."
Na
democracia o estado político desaparece. A democracia, não como um poder formal
do povo, mas como o seu poder real. Qual é então o regime social capaz de
realizar esse poder real do povo?
Marx já percebia as bases idealistas do método de Hegel, que
não desenvolve o seu Pen mento a partir do objeto, mas este segundo um pensar
já acabado, e tornado pronto na esfera abstrata da lógica. Marx conclui assim
que o idealismo leva inevitavelmente ao misticismo e à ilusão. Marx critica
Hegel especialmente porque o idealismo e as opiniões conservadoras em política,
de Hegel, levam ao equívoco de que a monarquia prussiana é um fato histórico
concreto numa etapa da evolução da Ideia absoluta. Hegel também crê absolutos
outros atributos do Estado semi-feudal: o regime de estados sociais, a
burocracia, o morgadio, etc. Para Hegel, o morgadio era um bem das famílias da
nobreza, indivisíveis e inalienáveis, e deveria ser transmitido integralmente
ao primogênito varão.
Na época desse manuscrito, julho e agosto de 1843, Marx
dedicou-se ao estudo da história, buscando compreender as vias que permitem
chegar a um regime social digno do nome de sociedade verdadeiramente humana.
Esses estudos permitiram o desenvolvimento da concepção do mundo de Marx.
Nessa altura, observou anos depois seu parceiro Engels,
"ele chegou à perspectiva de que não é no Estado apresentado por Hegel,
'como o coroamento do edifício,' mas na esfera da sociedade civil, que devemos
procurar a chave para o entendimento do processo de desenvolvimento histórico
da Humanidade.
Grande dialético (como Hegel), Marx já percebia que a
sociedade encerrava em si mesma a necessidade de sua própria transformação.
Faltava ainda descobrir a força social capaz de realizar a revolução
democrática.
Assim, o comportamento de Lula, exigindo respeito aos seus
direitos e liberdade de expressão, é completamente legítimo. Afinal, estamos
numa democracia social autêntica, de um Estado democrático de direito, ou não?
Talvez, embora dialético, Hegel pudesse exigir de Lula um
outro discurso, submisso às leis da Ideia absoluta.
Porém, Engels, com certeza absoluta, aprovaria as atitudes
e exigências históricas de Lula!
O Anjo Frederico era um cara lúcido.
- Toma tino, rapaziada idealista do poder judiciário.
Sabemos suas origens históricas, seu rabo residual ainda preso na nobreza e parte
do imaginário da burguesia associada, em vias de falecimento, falaciosas e
entreguistas.
Lula fala o que quiser!
Quando quiser!
Ele é a nossa voz!
Por: Joyce Cesar Pires
- Toma tino, rapaziada idealista do poder judiciário. Sabemos suas origens históricas, seu rabo residual ainda preso na nobreza e parte do imaginário da burguesia associada, em vias de falecimento, falaciosas e entreguistas.
A luta de classes, segundo Karl Marx, só acabará com o fim
do capitalismo e das classes sociais.
Marx dizia: "Proletários de todos os países, uni-vos!"
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