Putaria na Privataria Tucana (mais uma): FHC trocou venda da Telemig para Andrade Gutiérrez por sexo com sogra de Pimenta da Veiga (que era lobbista da empresa)
Depois, nomeou o próprio Pimenta para as Comunicações, largou a sogra e foi atrás da filha
por Laerte Braga
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Eu não tenho tido uma preocupação muito grande com uma ordem
cronológica precisa nesses fatos
sobre os dois governos de FHC, mas com os
fatos em si. Os fatos pessoais não interessam, exceto se associados a fatos
públicos, envolvendo governos e recursos públicos.
Quando viu Edma Frade pela primeira vez, em Belo Horizonte,
FHC se encantou com a mulher do jornalista Wilson Frade, um dos mais
importantes de Minas à época. Uma dessas belezas que chamam a atenção, o
ex-presidente logo se apaixonou. E partiu para cima. Edma não se fez de rogada
e aceitou a corte de FHC. O casal começou os encontros não tão furtivos assim
no Palácio das Mangabeiras, sob as bênçãos do governador do estado, Eduardo
Azeredo. Até aí nada de novo no front. Ocorre que Edma era lobista da Andrade
Gutierrez, que ao lado das empresas da família Jereissati e da Telefónica
Espalhola, concorriam no processo de privatização da TELEMIG.
FHC acrescentou mais uma conquista e Edma, mais um negócio.
A empresa constituída pelos três grupos, me falha o nome agora, era considerada
pelos responsáveis pela privatização da TELEMIG como “telegangue” e isso está
numa gravação publicada pelo jornal FOLHA DE SÃO PAULO, de uma conversa de Lara
Resende com FHC, em que o economista deixa claro que se tratava de uma empresa
sem condições e que “estamos beirando a irresponsabilidade caso ela vença”.
FHC não diz nada além de sim, é e outros monossílabos, pois
a vitória do grupo na concorrência já estava acertada na cama de um quarto do
Palácio das Mangabeiras com Edma. E não deu outra. O grupo levou a TELEMIG.
Nesse período de “negociações”, cai o ministro Mendonça de
Barros, Comunicações e Edma, de quebra, emplaca o genro, Pimenta da Veiga para
o Ministério. Paola, filha de Edma, mulher de Pimenta, encanta Brasília com sua
beleza. Jornalistas, no jornalismo de fofocas que vivemos, davam plantão na
Academia de Tênis, onde estava morando, até para descrever a roupa com que
Paola saia cedo para caminhar. Ao ver a moça FHC é tomado de nova paixão e
troca a mãe pela filha, o que significava que Pimenta da Veiga estava seguro e
garantido no cargo, pelo menos até aparecer nova paixão do presidente. O fato
não afetou Edma, foi apenas um negócio bem sucedido e muito bem remunerado.
Frade, pela sua postura diante dos comentários intramuros dava a impressão que
tinha conhecimento de tudo. E assim foi a TELEMIG. Sem choro nem vela.
Azeredo ficou com a sensação que tinha um trunfo nas mãos,
até ser jogado para escanteio e perceber que foi apenas uma peça em todo esse
tempo de duração do “negócio”. A rigor nem governava Minas de fato, só nominalmente.
Um triunvirato formado por sua mulher, o deputado Roberto Brant e o
vice-governador Mares Guia tomava as decisões. E quando tentava alguma coisa
molhavam o bico em um pouco de açúcar e punham-no a brincar de governador, no
máximo bananinha amassada com mel.
Via : Regis Galo
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