Pela segunda semana seguida a Presidenta Dilma Rousseff tomou café da manhã, nesta sexta-feira (15), com jornalistas e falou sobre questões ligadas à política e à economia do país. Dilma disse que as grandes preocupações do Governo no momento, mais que a ameaça de impeachment, são a reforma da Previdência e o desemprego.
Segundo Dilma, a reforma da Previdência tem um papel fundamental
para garantir a estabilidade e o futuro do Brasil, mas ela novamente afirmou
que as alterações nas regras previdenciárias serão feitas de formas gradual,
garantindo que não vão modificar direitos já conquistados pelos trabalhadores.
“Nós estamos cada vez mais vivendo mais. É por isso que uma
reforma da Previdência inexoravelmente vai ter que ser discutida pela
sociedade. Não é uma questão desse ou daquele governo, e muito menos uma
questão que pode ser tratada de forma a ser politizada, dada a sua importância
para as futuras gerações.”
Sobre a situação do desemprego, a presidente comentou os
dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE, que apontou uma taxa de
desemprego de 9% no trimestre que terminou em outubro de 2015 – a maior alta da
série histórica, iniciada em 2012.
De acordo com Dilma, todo o esforço atual do Governo Federal
está focado em impedir que a taxa de desemprego se eleve ainda mais.
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“Para mim é a grande preocupação, é o que nós olhamos todos
os dias, é aquilo que mais nos preocupa e aquilo que requer atenção do Governo.
Nós olhamos setores por setores. Eu fiz uma boa reunião ontem [14] com o setor
de biotecnologia, onde estamos nos expandindo bastante. E, se nós perdemos um
pouco a guerra na área da farmoquímica, não vamos perder na área da
biotecnologia.”
A presidente também voltou a dizer que considera como
urgente a aprovação de medidas tributárias que estão no Congresso Nacional,
como a prorrogação da DRU – Desvinculação de Receitas da União, a alteração nos
critérios de juros sobre capital próprio e ganhos de capital, além da aprovação
da CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira.
“Nós achamos que algumas medidas são urgentes. Reequilibrar
o Brasil em um quadro em que há queda de atividade implica necessariamente em
ampliar impostos. Eu estou me referindo à CPMF. Acho que é fundamental para o
país sair mais rápido da crise aprovar a CPMF.”
Dilma Rousseff ressaltou que também não tira a importância
do processo de impeachment, que, segundo ela, precisa ser tratado para garantir
a estabilidade política no país. A presidente voltou a criticar as tentativas
golpistas de alguns segmentos da oposição, de repetirem sistematicamente a
questão do impeachment.
“Não se pode achar que se tira um presidente porque não está
se simpatizando com ele. Isso não é nem um pouco democrático.”
A Presidenta Dilma também foi questionada sobre a retomada
das manifestações pelas ruas do país, principalmente em São Paulo, contra o
aumento nas tarifas do transporte público.
Sem polemizar, ela apenas repetiu o discurso que o Governo vem fazendo
de que os protestos fazem parte da democracia e que é preciso respeitá-los.
“Manifestação é algo com que nós aprendemos a conviver.
Temos que zelar pelo convívio com as manifestações e respeitá-las, e tratá-las
de forma a perceber que elas são não o anormal num regime democrático, mas a
normalidade. E acho que tratar das questões da democracia para nós tem que se
tornar uma prática normal.”
A presidente também falou sobre sua relação com o
Vice-Presidente Michel Temer e o partido dele, o PMDB, e disse que o mais
importante no momento, para ambos, é que haja uma relação de absoluta
responsabilidade com o país. Dilma destacou que o Planalto não vai interferir
em questões internas do PMDB nem do PT, ou de qualquer partido, porque não
seria correto nem democrático.
“O Governo não pode querer guerra entre partidos nem
intrapartidos. É importante que a relação em qualquer partido seja harmônica e
unida. O Governo e eu, especificamente, temos toda a consideração com o
Vice-Presidente Temer. Eu tenho conversado com ele. É muito importante uma
relação de absoluto respeito, de proximidade, uma relação fraterna com o
Vice-Presidente Temer.”
( Sputnik )
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