Paulo Pimenta (PT-RS) apresenta no dia(25/02/2016 à imprensa.
Um organograma detalhando o esquema envolvendo o
ex-presidente, as organizações Globo, Brasif, Fifa e a empresa panamenha
Mossack Fonseca. O levantamento, que você confere a seguir, será entregue ao
Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República.
Na tarde de quinta-feira (25), o deputado federal Paulo
Pimenta (PT-RS) apresentou um organograma detalhando o esquema envolvendo o
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), as organizações Globo, Brasif,
FIFA e a empresa panamenha Mossack Fonseca, acusada de realizar operações com
offshores destinadas à lavagem de dinheiro, evasão de divisas e ocultação de
patrimônio.
O levantamento, feito a partir da compilação do trabalho
investigativo de jornalistas e blogueiros, será entregue ao Ministério da
Justiça e à Procuradoria-Geral da República. “Esse é um trabalho colaborativo
que merece ser continuado. Um esforço em reunir informações para subsidiar
nossa ação militante”, afirmou o parlamentar.
Na terça (23), deputados do PT e do PCdoB entregaram ao
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, um ofício solicitando a investigação
de crimes que teriam sido cometidos pelo tucano. “Não se trata, por óbvio, de
adentrar na intimidade da vida amorosa do ex-presidente. No entanto, os fatos
relatados podem ser tipificados como crime de evasão de divisas, corrupção
passiva e crime contra a ordem tributária, o que torna inafastável a atuação de
Sua Excelência”, afirmaram no documento sobre as acusações levantadas pela
ex-amante de FHC, Mirian Dutra.
MIRIAN
DUTRA ENTREGA IRMÃ E RELAÇÃO GLOBO-BNDES
Em entrevista, desta
vez ao jornalista Joaquim Carvalho, publicada no DCM, a ex-amante de FHC revela
que a irmã, Margrit Schmidt, funcionária-fantasma de José Serra e presença
constante nos protestos anticorrupção, ficou milionária explorando o filho que
ela, Mirian, teve com FHC; "era a cunhadinha do Brasil"; ela disse
ainda que a Globo recebeu subsídios do BNDES por tê-la exilado na Europa e
disse que Alberico Souza Cruz, ex-diretor da emissora, ganhou uma concessão de
TV em Minas; quando ela quis voltar, percebeu que não poderia atrapalhar a
reeleição de FHC; Mirian também ironiza Eliane Cantanhede, que, segundo ela,
"sabe muito bem da história"; "Esse pessoal perde a compostura
quando é para defender seus amigos",critica
Mirian chama sua saída do Brasil de um autoexílio, e diz que
o diretor de jornalismo da Globo à época, Alberico de Souza Cruz, padrinho do
seu filho Tomás, o ajudou muito nessa saída.
“Eu gosto muito do Alberico, e ele dizia que me ajudou
porque me respeitava profissionalmente. Éramos amigos, conhecíamos segredos um
do outro, mas eu fiquei surpresa quando, mais tarde, no governo de Fernando
Henrique, ele ganhou a concessão de uma TV em Minas. Será que foi retribuição
pelo bem que fez ao Fernando Henrique por me ajudar a sair do Brasil?”
No caso de Alberico, ela não passa da insinuação, mas quando
o assunto é uma de suas irmãs, Margrit Dutra Schmidt, a jornalista é direta. Segundo
Mirian, a irmã era dona da Polimídia, uma empresa de lobby em sociedade com o
marido, Fernando Lemos, que cresceu nos anos 90, com a venda de serviços de
gestão de crise.
“A minha irmã tinha as portas abertas em tudo quanto é lugar
e era chamada de ‘a cunhadinha do Brasil.’ Agora soube que ela tem um cargo de
assessora do Serra no Senado e não aparece para trabalhar. Eu não sabia, mas
não fiquei surpresa. Este é o bando de gente para quem ela sempre trabalhou. E
o Serra eu conheço bem.”
“Por que a imprensa não vai atrás dessas informações? A
minha irmã, funcionária pública sem nenhuma expressão, tem um patrimônio muito
grande. Só o terreno dela em Troncoso vale mais de 1 milhão de reais. Tem conta
no Canadá e apartamentos no Brasil. Era a ‘cunhadinha do Brasil’”.
No que diz respeito a seu contrato com a Globo, nos anos que
ela considera de exílio no exterior, Mirian quebra o silêncio e vai além das
declarações protocolares. “Sabe o que eles fizeram comigo? Ensaboa mulata,
ensaboa…”, diz, cantarolando a música de Cartola.
Segundo ela, quem ensaboava era Carlos Henrique Schroeder,
atual diretor geral da Globo, na época o número 2 do jornalismo.
Mirian tomou a decisão de comprar um apartamento em
Barcelona e ir para lá, como contratada da Globo, e produzir matérias de lá. A
empresa topou, mas, mesmo pagando a ela um salário de 4 mil euros (cerca de R$
18 mil), não aprovou a realização de nenhuma pauta em muitos anos.
“Me manter longe do Brasil era um grande negócio para a
Globo”, diz. “Minha imagem na TV era propaganda subliminar contra Fernando
Henrique e isso prejudicaria o projeto da reeleição.”
Mas o que a empresa ganhou com isso?
“BNDES”.
Como assim?
“Financiamentos a juro baixo, e não foram poucos”.
Mirian afirma que a demissão da TV Globo, em setembro do ano
passado, foi o que a levou a decidir fazer um relato da sua vida.
Foi um episódio que ela considera cruel. Depois de 25 anos
de Globo, entre afiliada em Santa Catarina e Brasília, recebeu um e-mail de
José Mariano Boni de Mathis, diretor executivo da Central Globo de Jornalismo.
Curto e seco, ele informou: seu contrato não será renovado.
“A partir daí, eu não era mais a Mirian da TV Globo e me
senti livre para fazer o que sempre quis, mas não podia: desenterrar os ossos e
enterrar de novo, era como publicar um diário. Mas vi que esse cadáver incomoda
muita gente, e a repercussão foi maior do que eu imaginava. Agora eu tenho que
ler até o artigo de uma jornalista que me conhece e sabe bem dessa história, a
Eliane Cantanhede, que me compara ao caso da Luriam, Miriam Cordeiro. Esse
pessoal perde a compostura quando é para defender seus amigos. Absurdo.”
E qual a relação do seu exílio com o projeto de poder
representado pela emenda da reeleição?
“Mostra o jogo pesado que foi a continuidade do governo de
Fernando Henrique Cardoso. Só olhar para o que aconteceu no segundo governo: as
privatizações mais selvagens. Não podia dar errado, a Mirian não podia
atrapalhar os grandes negócios. Está na hora de quebrar a blindagem desse
pessoal. Mas onde estão os jornalistas, que não investigam?”
Via: 247
Link da matéria na integra.
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