Durante várias horas, ontem, os grandes sites reproduziram
uma nota da Reuters de que o Comitê Olímpico dos EUA teria “liberado” os
atletas daquele país para não comparecerem aos Jogos Olímpicos no Rio deJaneiro. por conta do vírus zika.
Foi preciso que o próprio o porta-voz da entidade, Patrick
Sandursky fosse aos jornais negar “com veemência” a falsa informação, horas
depois.
Não é possível que, a quatro meses das Olimpíadas no Rio, as
redações não tenham o e-mail ou o telefone do Comitê Olímpico dos EUA. Ontem,
carnaval aqui, é dia normal nos Estados Unidos. Simples checar a informação,que
seria gravíssima, pelo simples fato de serem os norte-americanos a principal
força esportiva dos Jogos.
Seria como o Corinthians, o Flamengo ou o Atlético Mineiro
anunciarem que não disputariam o Brasileirão.
Mas, para quê?
É contra o Brasil e é contra o Rio (o que ainda é mais
“saboroso” para quem detesta “esta bagunça” daqui…). E a turma do vira-latismo
sai a latir sua zica ao país. Zica, com “c”, a antiga: do azar, infortúnio
crônico e repetitivo.
Ninguém nega a preocupação e a necessidade de se combater um
surto que acontece no Brasil e em mais 30 países, tanto que o pedido de US$ 2
bilhões pedidos por Barack Obama ao congresso para ações contra a doença são
80% destinados à prevenção interna e a pesquisas e apenas 20% para ações no
exterior – e não se duvide que a Colômbia (amiga preferencial), o Caribe e o
México (vizinho incômodo) serão os principais destinos de seu apoio financeiro,
porque são os que mais ameaçam o território continental norte-americano.
Como em qualquer caso de saúde pública, mais ainda porque
envolve a sanidade de fetos, todos devem colaborar, mantendo a serenidade e
esclarecendo a população.
Mas não existe o clima de terror que se transmite nosjornais brasileiros.
Tanto é que o Carnaval no Rio “bombou” de turistas: até o
sábado, a ocupação hoteleira estava, na
média geral, em 82,2%, um aumento de 35% no comparativo com o mesmo período do
ano passado. A expectativa é que esse número chegue a 85%, segundo a associação
dos hoteleiros.
É 35% maior que no ano passado e nem se use o dólar para
explicar, porque 70% dos hóspedes é do Brasil. É claro que os estrangeiros
aproveitaram o câmbio favorável e o porto do Rio – ninguém me contou, vi
pessoalmente – no domingo não tinha mais lugar para atracar, de tantos
transatlânticos. Contei dez, da Ponte Rio-Niterói, mas a Secretaria de Turismo
diz que eram 11. O número de desembarques no Carnaval é 85% maior que no anopassado: 130 mil passageiros, contra 70 mil em 2014.
A mídia brasileira virou um Aedes Egypti: suga e nutre-se
das belezas do país e do trabalho e alegria de seu povo, mas inocula-lhe uma
microcefalia que só faz ver aqui o fim do mundo, a mais desgraçada das terras,
de onde o mundo inteiro foge, embora todos venham para cá: pessoas e capitais e
voltem, sorrindo e felizes.
PS. Antes que os “contaminados” o digam: não se quer
exterminar a mídia, até porque, pelos números da circulação dos jornais, parece
que ela está fazendo isso sozinha. ( Tijolaço ).


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