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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Reaparelhamento e incorporação de tecnologias de ponta nas forças armadas do Brasil.





O Brasil recebeu, em janeiro, um novo lote do sistema de mísseis portáteis russos Igla-S, que deverá ser distribuído para unidades de defesa antiaérea em todo o país. O Ministério do Exército não forneceu mais informações, e o Ministério da Defesa esclareceu que continuam as negociações para compra do sistema Pantsir S-1


#Rádio Sputinik







A compra dos novos Igla-S esteve na pauta da visita que a presidente Dilma Rousseff fez a Moscou em dezembro de 2012, que foi seguida por uma missão de alto nível do comando do Estado-Maior das Forças Armadas junto às autoridades russas e aos fabricantes do equipamento. A decisão pela compra foi tomada no ano passado.



Os mísseis Igla-S, considerados de curto alcance, podem ser operados por um único homem, têm alcance de seis quilômetros, altitude máxima de 3.500 metros, velocidade de duas vezes a do som (cerca de 2.500 km/h) e peso de apenas 10,6 quilos. Esse equipamento foi bastante utilizado durante as hostilidades entre Equador e Peru em 1995 e mais recentemente nos conflitos envolvendo a Geórgia e a Ossétia do Sul, na Europa.


O jornalista especializado em assuntos militares e editor da coluna Insider, Roberto Lopes, elogia a compra dos Igla-S, afirmando que o reaparelhamento da defesa aérea é uma das prioridades do Exército Brasileiro. Segundo ele, o Brasil está comprando diversos sistemas, entre eles o autopropulsado Guepard de fabricação alemã.
“O problema é que o Exército não possui mísseis para longa distância. Onde o Exército Brasileiro está mais bem servido, com o Igla, é justamente na curta distância. Esse equipamento é muito importante e prioritário, porque vai atender aos projetos de reorganização da defesa aérea. Prova de que o Igla é muito bem aceito pelos militares brasileiros é o fato de que ele também está na Força Aérea para defender suas instalações.”

Embora tenha grande mobilidade operacional, podendo servir em operações na Amazônia e nas zonas de fronteira, os mísseis Igla-S não se prestarão, no Brasil, ao abate de aeronaves ligadas ao narcotráfico. “Não faz parte da doutrina brasileira abater aviões supostamente pertencentes ao narcotráfico por meio de artilharia antiaérea. A FAB tem essa autorização, após abordagem e negativa de pouso do avião contactado.”


Quanto às negociações para compra do sistema Pantsir S-1, o analista afirma que ele é um passo adiante em termos de defesa antiaérea, embora seja um equipamento caro para um Exército de poucos recursos como o brasileiro.

“Além disso, as negociações começaram às vésperas da crise econômica que o Brasil ainda enfrenta. Tudo que dizia respeito à importação de equipamento militar ficou subordinado à disponibilidade de verba. O problema com os Pantsir S-1 não é a tecnologia e, sim, recursos.” Lopes acredita que, por tudo isso, o Brasil deva adquirir uma pequena quantidade de veículos. Quanto à transferência de tecnologia, acenada pelo governo e pelo fabricante russos, ela deve ser limitada à fabricação de apenas alguns componentes. “O importante é que ele (o sistema) venha e o Exército Brasileiro consiga desenvolver uma doutrina de emprego.”

O sistema Pantsir S-1 não tem equivalente no mercado ocidental. Ele pode ser disparado enquanto protege colunas em deslocamento, uma vez que os veículos utilizam radares de gestão de tiro com alcance superior a 30 quilômetros. Em posição defensiva, uma bateria pode ser instalada em menos de dez minutos.

Os lançadores são controlados por uma unidade de tiro alimentada por dois radares com alcance superior a 80 quilômetros. O sistema é capaz de acompanhar 40 alvos e cada lançador pode acoplar quatro alvos por vez, identificados por laser. Cada lançador dispõe de 12 mísseis, dois canhões de 30 mm com capacidade para atingir aviões, mísseis de cruzeiro, munições guiadas, entre outros alvos. O baixo custo e a simplicidade do míssil é uma das vantagens do sistema, permitindo – ao contrário dos concorrentes ocidentais – armazenamento por longos períodos sem cuidados especiais.


Brasil e Indonésia querem comprar caças russos de quintageração



A Rússia começou negociações com o Brasil e a Indonésia sobre o possível fornecimento de caças Sukhoi Su-35, segundo declarou o chefe da corporação estatal russa Rostec, Sergey Chemezov, na segunda-feira, 9 de novembro.

O caça Su-35 (código da OTAN — Flanker-E) é a versão mais moderna do caça multipropósito Su-27. Ele foi pela primeira vez apresentado ao mercado fora da Rússia em 2013.

"O interesse pelo caça é grande, mas ainda foram assinados contratos. Além disso, os Emirados Árabes Unidos, a Indonésia e o Brasil estão interessados nele," disse Chemezov nas declarações à imprensa.

O Su-35 utiliza tecnologias de quinta geração, podendo levar mísseis, teleguiados ou não, de curto, médio ou longo alcance.
Lembramos que, no âmbito da exposição Dubai Airshow 2015 nos Emirados Árabes Unidos, que está decorrendo até 12 de novembro, a Rússia apresenta diversos aviões e sistemas de defesa antiaérea. Os fabricantes de armamentos e equipamentos bélicos russos participam do Salão Aeronáutico de Dubai desde 1993.

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