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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Café com Dilma: à mesa, aposentadoria, desemprego, manifestações de rua e Michel Temer




Pela segunda semana seguida a Presidenta Dilma Rousseff tomou café da manhã, nesta sexta-feira (15), com jornalistas e falou sobre questões ligadas à política e à economia do país. Dilma disse que as grandes preocupações do Governo no momento, mais que a ameaça de impeachment, são a reforma da Previdência e o desemprego.

Segundo Dilma, a reforma da Previdência tem um papel fundamental para garantir a estabilidade e o futuro do Brasil, mas ela novamente afirmou que as alterações nas regras previdenciárias serão feitas de formas gradual, garantindo que não vão modificar direitos já conquistados pelos trabalhadores.

“Nós estamos cada vez mais vivendo mais. É por isso que uma reforma da Previdência inexoravelmente vai ter que ser discutida pela sociedade. Não é uma questão desse ou daquele governo, e muito menos uma questão que pode ser tratada de forma a ser politizada, dada a sua importância para as futuras gerações.”

Sobre a situação do desemprego, a presidente comentou os dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE, que apontou uma taxa de desemprego de 9% no trimestre que terminou em outubro de 2015 – a maior alta da série histórica, iniciada em 2012.

De acordo com Dilma, todo o esforço atual do Governo Federal está focado em impedir que a taxa de desemprego se eleve ainda mais.


“Para mim é a grande preocupação, é o que nós olhamos todos os dias, é aquilo que mais nos preocupa e aquilo que requer atenção do Governo. Nós olhamos setores por setores. Eu fiz uma boa reunião ontem [14] com o setor de biotecnologia, onde estamos nos expandindo bastante. E, se nós perdemos um pouco a guerra na área da farmoquímica, não vamos perder na área da biotecnologia.”

A presidente também voltou a dizer que considera como urgente a aprovação de medidas tributárias que estão no Congresso Nacional, como a prorrogação da DRU – Desvinculação de Receitas da União, a alteração nos critérios de juros sobre capital próprio e ganhos de capital, além da aprovação da CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira.

“Nós achamos que algumas medidas são urgentes. Reequilibrar o Brasil em um quadro em que há queda de atividade implica necessariamente em ampliar impostos. Eu estou me referindo à CPMF. Acho que é fundamental para o país sair mais rápido da crise aprovar a CPMF.”

Dilma Rousseff ressaltou que também não tira a importância do processo de impeachment, que, segundo ela, precisa ser tratado para garantir a estabilidade política no país. A presidente voltou a criticar as tentativas golpistas de alguns segmentos da oposição, de repetirem sistematicamente a questão do impeachment.

“Não se pode achar que se tira um presidente porque não está se simpatizando com ele. Isso não é nem um pouco democrático.”

A Presidenta Dilma também foi questionada sobre a retomada das manifestações pelas ruas do país, principalmente em São Paulo, contra o aumento nas tarifas do transporte público.  Sem polemizar, ela apenas repetiu o discurso que o Governo vem fazendo de que os protestos fazem parte da democracia e que é preciso respeitá-los.

“Manifestação é algo com que nós aprendemos a conviver. Temos que zelar pelo convívio com as manifestações e respeitá-las, e tratá-las de forma a perceber que elas são não o anormal num regime democrático, mas a normalidade. E acho que tratar das questões da democracia para nós tem que se tornar uma prática normal.”

A presidente também falou sobre sua relação com o Vice-Presidente Michel Temer e o partido dele, o PMDB, e disse que o mais importante no momento, para ambos, é que haja uma relação de absoluta responsabilidade com o país. Dilma destacou que o Planalto não vai interferir em questões internas do PMDB nem do PT, ou de qualquer partido, porque não seria correto nem democrático.

“O Governo não pode querer guerra entre partidos nem intrapartidos. É importante que a relação em qualquer partido seja harmônica e unida. O Governo e eu, especificamente, temos toda a consideração com o Vice-Presidente Temer. Eu tenho conversado com ele. É muito importante uma relação de absoluto respeito, de proximidade, uma relação fraterna com o Vice-Presidente Temer.” 
( Sputnik )

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